O "Peso de Ouro" dos Distritais: 2026 não será lugar para amadores



POR DAMIÃO MIGUEL
O tabuleiro político para 2026 já começou a ser montado, e uma realidade se impõe com força total: garantir o apoio de um deputado distrital na corrida pela Câmara Federal ou Senado, valerá "peso de ouro". Quem acredita que o apoio de quem detém as bases no Distrito Federal virá por mera cortesia ou "laços de amizade" está vivendo um verdadeiro sonho de verão.
O cenário que se desenha para a disputa federal e as duas vagas ao Senado é de um acirramento sem precedentes. Com o sarrafo lá no alto, o "passe" de um parlamentar da CLDF tornou-se o ativo mais valioso do mercado eleitoral. O motivo é simples: o apoio de um distrital pode ser o fator determinante entre a vitória e a derrota nas urnas.
Ainda há figuras políticas que se lançam como pré-candidatos a federal na crença de que é possível vencer apenas na base da conversa fiada e do bom relacionamento. É hora de um choque de realidade: essa batalha não é para amadores, muito menos para quem planeja economizar ou "fazer política com o chapéu dos outros". No processo eleitoral que se avizinha, o pragmatismo fala mais alto que a camaradagem.
Em resumo, os atuais 24 deputados distritais serão tratados como joias raras. Eles detêm a capilaridade e o voto de opinião nas regiões administrativas que os candidatos a Federal e ao Senado tanto cobiçam. A verdade nua e crua é que, em 2026, muitos deputados federais serão eleitos — ou reeleitos — graças à força das dobradinhas com os distritais. Quem não entender que esse apoio tem preço, estrutura e estratégia, ficará pelo caminho.

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