Por Damião Miguel
Nos bastidores da política local, a Federação União Progressista já traça suas projeções para a Câmara Legislativa, mas o clima é de cautela técnica versus otimismo partidário. A análise realista do cenário atual aponta para a eleição de três a quatro distritais. No entanto, a quarta cadeira é tratada mais como um "sonho de consumo" dos dirigentes do que como uma probabilidade concreta estatística neste momento.
O que torna a disputa eletrizante é a chamada "Guerra dos Gigantes". O grupo conta com nomes de peso e densidade eleitoral testada, como Eduardo Pedrosa, Pepa, Daniel de Castro, Claudio Abrantes e Roney Nemer. A pré-campanha tem sido marcada por uma movimentação intensa, onde cada apoio e cada reduto são disputados palmo a palmo.
Os atuais detentores de mandato na Federação sabem que o favoritismo natural que o cargo confere não é garantia de vitória. Pelo contrário: esse status tem servido de combustível para os adversários internos, que se dedicam dobrado para superar o trio de mandatários. Em uma nominata tão pesada, a sobrevivência política dependerá de quem conseguir converter o prestígio em votos em um cenário de altíssima competitividade.

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