Master: ex-presidente do BRB pede transferência da Papuda para negociar delação

A defesa do ex-CEO do BRB Paulo Henrique Costa se colocou à disposição para acordo, “possivelmente por meio de colaboração premiada”

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Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB Metrópoles
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defesa de Paulo Henrique Costa encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) em firmar um acordo de delação premiada no caso do Banco Master. 

“O requerente sinalizou interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada”, diz a petição assinada pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino.

Os advogados, no entanto, afirmam que a proposta de delação “depende da convergência de alguns fatores”.

Eles ainda destacaram que Paulo Henrique Costa deve ser ouvido pela PGR para que “possa exercer, de forma plena, seu direito à autodefesa, ao tempo em que a defesa técnica possa desempenhar seu papel constitucional com a maior efetividade possível, assegurando se a máxima, senão plena, confidencialidade entre advogado e cliente”.

A defesa do ex-CEO do BRB se colocou à disposição das autoridades e pretende pedir a transferência dele do Complexo Penitenciário da Papuda para a Superintendência da PF, em Brasília.

Paulo Henrique quer fechar o acordo antes do dono do Master, Daniel Vorcaro, com o objetivo de conseguir mais benefícios. Para aceitar a delação, ele deve levar informações inéditas aos investigadores e entregar pessoas que estariam acima dele no esquema criminoso.

  • O Conselho de Administração do BRB aprovou a aquisição de 58% do capital total do Banco Master.
  • A Justiça barrou a compra, mas derrubou a decisão posteriormente.
  • O Banco Central vetou a compra.
  • A Polícia Federal passou a investigar um suposto esquema bilionário de fraudes envolvendo a venda de títulos de crédito sem lastro pelo Master.
  • Em acareação, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa divergiram sobre a origem de carteiras vendidas ao BRB.
  • Documentos apontam a negociação de seis imóveis, no valor de R$ 146,5 milhões, que seriam parte de supostas propinas ao ex-presidente do BRB.
  • A investigação indica que o executivo teria desrespeitado práticas de governança e autorizado operações sem garantia.
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Paulo Henrique Costa presidiu o BRB entre 2019 e 2025
Paulo Henrique Costa confirmou interesse em fazer delação premiada
Ex-presidente do BRB é suspeito de receber propina para beneficiar o Banco Master

Prisão

Na sexta-feira (24/4), a Segunda Turma do STF decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Costa. O executivo foi preso acusado de receber R$ 146 milhões de propina para favorecer interesses do Banco Master em negócios com o BRB.

Conforme aponta a investigação da Polícia Federal, o caso está relacionado a crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como gestão fraudulenta ou temerária de instituição financeira, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Paulo Henrique Costa faria parte de um esquema para burlar controles internos e regras no BRB. A suspeita é que o pagamento de vantagens indevidas tenha ocorrido com a aquisição e transferência de apartamentos, com uso de empresas de fachada.

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