Gastroenterologistas explicam se é possível desinflamar o intestino





A ideia de “desinflamar o intestino” tem ganhado espaço nas redes sociais e em conteúdos sobre saúde. O termo costuma aparecer associado a dietas, suplementos e mudanças no estilo de vida. Mas afinal, existe mesmo uma forma que pode reduzir inflamações intestinais?


Especialistas explicam que o intestino pode sofrer processos inflamatórios por diferentes motivos. Embora nem todos os casos possam ser evitados, mudanças na alimentação, nos hábitos de higiene e no estilo de vida ajudam a reduzir o risco de irritações e podem melhorar o funcionamento intestinal.


Em muitos casos, esses quadros estão relacionados a infecções causadas por vírus ou bactérias presentes em alimentos contaminados. Em outras situações, a inflamação pode estar ligada a intolerâncias alimentares ou doenças crônicas, como a doença de Crohn.


Ainda que  nem todos os quadros possam ser evitados, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de irritações e inflamações no sistema digestivo.


Como reduzir inflamações no intestino?


Para boa parte das pessoas, episódios de inflamação intestinal costumam surgir após o consumo de alimentos ou bebidas contaminados. Nessas situações, medidas simples relacionadas à segurança alimentar podem fazer diferença.


A gastroenterologista Maira Marzinotto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que um dos cuidados importantes é evitar alimentos crus de procedência desconhecida.


“A maioria das bactérias morre quando submetidas a altas temperaturas, por isso devemos evitar ingerir saladas, queijos ou alimentos como o leite condensado, usado em doces, drinks ou como cobertura na salada de frutas”, aconselha a médica.


Ela também orienta ter atenção com alimentos que permanecem expostos por muito tempo ou com embalagens que não foram higienizadas antes do consumo, como latas de bebidas. Sempre que possível, dar preferência a preparações feitas em casa, o que pode ajudar a reduzir riscos.


O que fazer quando surgem sintomas


Quando ocorre uma infecção intestinal, os sinais costumam aparecer de forma repentina. Náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarreia estão entre os sintomas mais comuns.


Segundo Marzinotto, nesses casos o primeiro cuidado deve ser manter a hidratação e permitir que o organismo se recupere.


“A desidratação é uma complicação possível em qualquer um dos casos. Se os sintomas forem leves e não persistirem por mais de três dias, é provável que seja um quadro simples. Mas, se houver um grande desconforto como febre, sangue nas fezes, diarreia que se estende por mais de três dias, fraqueza, sede excessiva e vômitos sem controle, é importante buscar ajuda de um especialista e evitar a automedicação”, orienta.

Hábitos que ajudam a manter o intestino saudável


Além das infecções ocasionais, também existem processos inflamatórios que se desenvolvem de forma lenta ao longo do tempo. Nesse caso, eles costumam estar ligados principalmente ao padrão alimentar e ao estilo de vida.


Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, gordurosos ou pobres em fibras estão entre os fatores que podem prejudicar o funcionamento intestinal.


A gastroenterologista Perla Schulz, da Rede de Hospitais São Camilo, explica que alterações no funcionamento do intestino podem indicar que algo não está bem na alimentação ou nos hábitos do dia a dia.


“Pessoas com dieta pobre em fibras e ingestão inadequada de água tendem a sofrer mais com a prisão de ventre. Por outro lado, quadros de diarreia recorrente também merecem atenção, pois podem ser sintomas de intolerâncias alimentares, síndromes intestinais ou infecções”, afirma.

Para manter o intestino saudável, a especialista recomenda aumentar o consumo de fibras, com ingestão diária de cerca de 30 gramas, beber mais água e reduzir alimentos ultraprocessados, especialmente carnes embutidas e produtos muito açucarados.





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