Há 14 anos, Centro Olímpico de Santa Maria transforma esporte em oportunidade





Ao longo de 14 anos de funcionamento, o Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria se firmou como um dos principais instrumentos de acesso ao esporte e inclusão social no Distrito Federal. O espaço, cuja trajetória será comemorada neste mês, atende atualmente 4.788 pessoas a partir dos 4 anos de idade e reúne públicos diversos, incluindo pessoas com deficiência, idosos e moradores em situação de vulnerabilidade.


Entre as histórias que ajudam a dimensionar esse alcance está a de Eduardo Vasconcelos. Ainda criança, ele passou a frequentar o centro com o objetivo de fortalecer a saúde por meio da prática esportiva. Naquele momento, a modalidade que mais tarde o levaria ao cenário internacional sequer estava disponível na unidade.


Com o incentivo dos profissionais e o apoio da estrutura existente, o contato com a bocha paralímpica foi desenvolvido gradualmente, a partir de adaptações e aprendizado contínuo. O que começou como atividade complementar evoluiu para uma carreira de alto rendimento. Hoje, aos 22 anos, Eduardo integra a Seleção Brasileira de Jovens da modalidade, acumulando títulos pan-americanos e vice-campeonatos mundiais nas disputas individual e por equipes.


Convivendo com paralisia cerebral, ele encontrou no esporte não apenas uma ferramenta de desenvolvimento físico, mas também um caminho para ampliar sua autonomia e participação em competições de alto nível. A trajetória teve início dentro do próprio centro, que segue desempenhando papel fundamental na formação esportiva e cidadã de seus participantes.


O COP Santa Maria funciona nos turnos da manhã, da tarde e da noite e dispõe de infraestrutura composta por quadras poliesportivas, ginásio, piscina, pista de atletismo, salas destinadas às lutas e ambientes voltados às atividades educativas e esportivas. A gestão é coordenada pela Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal, em parceria com o Instituto Idecace na condução pedagógica das ações.


Segundo o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, o impacto gerado pelo equipamento evidencia a importância da continuidade de políticas públicas voltadas ao esporte. “O trabalho desenvolvido nos centros olímpicos amplia oportunidades e contribui para o desenvolvimento social. São espaços que favorecem o acesso, a convivência e a construção de novos caminhos”, afirma.


A programação oferecida inclui modalidades como futebol, futsal, basquetebol, futevôlei, judô, karatê, taekwondo, jiu-jítsu, natação, dança, ginástica localizada, hidroginástica e atividades de desenvolvimento motor. Também são disponibilizadas práticas adaptadas para o público do ensino especial, como bocha, hidroginástica adaptada e estimulação global.


Para o presidente do Instituto Idecace, Wilson Cardoso, a marca de 14 anos representa a consolidação de um projeto que conecta esporte, educação e inclusão. “O centro tem contribuído para fortalecer vínculos comunitários e ampliar possibilidades para quem participa das atividades”, destaca.


A comemoração do aniversário será realizada no sábado (7), das 8h às 12h, no próprio Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria, localizado na Quadra Central 3, Área Especial 4, em Santa Maria Norte. A programação será aberta à comunidade e contará com atividades recreativas e ações voltadas às famílias.






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