Com câncer colorretal, mulher alcança remissão com apenas uma cirurgia





Um exame de rotina foi decisivo para que o câncer colorretal de Alessandra Cristiane Pereira, de 58 anos, fosse descoberto a tempo da remissão. O exame de sangue oculto nas fezes, utilizado para rastrear mudanças no intestino, apresentou resultado positivo e a paciente precisou fazer uma investigação mais detalhada.


Naquele período, ela também vinha sentindo dor abdominal, cólicas e perda de peso. Com o alerta do exame, Alessandra procurou atendimento especializado e o médico solicitou uma colonoscopia. O procedimento permite ver o interior do intestino e, se necessário, coletar amostras para biópsia.


Durante o exame, os médicos identificaram uma lesão no lado direito do cólon. Foi feita uma biópsia no mesmo procedimento e, depois da análise do material, o diagnóstico de câncer colorretal foi confirmado em janeiro de 2023.



Cirurgia foi suficiente para o tratamento


Depois da confirmação do diagnóstico, Alessandra realizou exames para saber se a doença estava restrita ao intestino ou se havia atingido outros órgãos. Essa etapa é chamada de estadiamento e inclui exames de sangue e de imagem, como tomografias.


Os resultados mostraram que o tumor estava localizado só no cólon, sem sinais de disseminação. Por isso, o tratamento indicado foi exclusivamente cirúrgico.


Em abril de 2023, ela passou por uma colectomia direita por via robótica — procedimento minimamente invasivo em que é tirada a parte do intestino onde está o tumor. A cirurgia dura cerca de três horas.

O procedimento foi bem-sucedido e não foi necessário usar bolsa de colostomia, já que o intestino foi reconectado no mesmo procedimento. Como o câncer colorretal foi descoberto em fase inicial e totalmente removido, Alessandra não precisou fazer quimioterapia nem radioterapia. 


Em aproximadamente quatro meses, ela passou pela investigação, confirmou o diagnóstico e concluiu o tratamento.




Sinais de alerta do câncer colorretal



  • Presença de sangue na evacuação, seja de vermelho vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco.

  • Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.

  • Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.

  • Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.




Importância do rastreamento


Após a cirurgia, Alessandra passou a fazer acompanhamento periódico para garantir que a doença continue controlada. Ela faz colonoscopias, exames de sangue e tomografias nos intervalos indicados pelos médicos. Até agora, os resultados mostram que não há sinais de recidiva.


Durante o monitoramento, foi identificado um nódulo pequeno no pulmão. A alteração tem suspeita baixa, mas está sendo acompanhada por precaução, como parte do protocolo oncológico.


O caso de Alessandra reforça que o câncer colorretal pode se desenvolver de forma silenciosa, sem sintomas evidentes nas fases iniciais. Por isso, o rastreamento é extremamente importante.


“O câncer de intestino pode não dar sintomas no começo, por isso, a prevenção salva vidas. É importante também conversar com o seu médico sobre o rastreamento a partir dos 45 anos ou antes, caso o paciente tenha histórico familiar da doença. Além disso, é indicado procurar avaliação se notar sangue nas fezes, anemia ou mudança do hábito intestinal”, orienta o coloproctologista Danilo Munhóz, da Clínica Primazo, em Brasília.

Ao ser identificado cedo, o câncer colorretal tem altas chances de cura. O relato de Alessandra mostra como a detecção precoce e o tratamento certo podem mudar o curso da doença.






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