
A política de fortalecimento da segurança pública no Distrito Federal avançou nesta quinta-feira (26) com a entrada em funcionamento da primeira etapa do Centro Integrado de Treinamento em Armamento e Tiro (Citat), no Setor de Múltiplas Atividades Norte (SMAN). A estrutura foi concebida para concentrar a capacitação prática das forças de segurança em um único espaço, dentro das diretrizes do programa Segurança Integral.
O complexo também incorpora um componente social relevante. Parte da mão de obra utilizada na construção foi composta por pessoas privadas de liberdade autorizadas ao trabalho externo, dentro das políticas de ressocialização.
Para a vice-governadora Celina Leão, a iniciativa simboliza uma política que alia segurança e inclusão. “Esse é um projeto que não trata apenas de estrutura física. Ele mostra que é possível investir na segurança pública ao mesmo tempo em que se criam oportunidades de reintegração social”, afirmou.
Nesta primeira etapa, o centro passa a contar com seis baias de tiro, áreas administrativas, depósitos provisórios, estacionamento, ponto de água e infraestrutura viária adequada. O espaço inclui ainda pista off-road para simulações em terrenos adversos e pista rústica de corrida com 750 metros, voltada ao preparo físico dos agentes.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destacou que o Citat representa um avanço na valorização das forças de segurança do DF. “Hoje as forças têm liberdade de atuação e reconhecimento dentro do governo. Esse centro é fruto de um ambiente institucional que estimula o trabalho e confia no preparo técnico das corporações”, declarou.
O projeto foi desenvolvido a partir de estudos ambientais e urbanísticos e contempla soluções sustentáveis, como reaproveitamento de água, iluminação eficiente e manejo adequado de resíduos.
O secretário de Administração Penitenciária, Wanderson Oliveira, ressaltou o impacto da participação de custodiados na obra. “O trabalho externo é uma ferramenta real de transformação. Ele permite que essas pessoas desenvolvam habilidades, retomem vínculos com a sociedade e tenham novas perspectivas”, afirmou.
Segundo ele, a iniciativa reforça a função social do sistema prisional. “Quando o Estado oferece oportunidade, ele contribui para reduzir a reincidência e ampliar as chances de reintegração.”
Já a subsecretária de Ressocialização, Ana Paula Gonçalves, destacou que a participação ocorreu dentro de critérios técnicos. “Todos os custodiados passaram por avaliação e foram considerados aptos para o trabalho externo. Esse tipo de ação fortalece a política de ressocialização e mostra que é possível unir segurança e reintegração social”, explicou.
O Citat foi planejado para uso compartilhado pelas forças distritais — Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Detran e a própria SSP — além de possibilitar treinamentos com órgãos federais.
A expectativa é que as próximas etapas ampliem a estrutura do complexo, consolidando o espaço como referência permanente em capacitação operacional no Distrito Federal.
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