
A busca pela pele bronzeada é uma constante no verão, mas é importante ter cuidado para que a cor seja conquistada com saúde. Um dos meios mais populares para reforçar o tom da pele de forma natural é investir em alimentos e bebidas famosos por favorecerem o bronzeamento, mas será que eles funcionam? Especialistas indicam que a resposta pode ser mais complexa do que parece.
A maioria das receitas de verão envolve alimentos ricos em carotenoides, como cenoura, abóbora e manga. Essas substâncias elevam a quantidade de caroteno no organismo, um pigmento de tom alaranjado que interfere suavemente na coloração cutânea. Segundo especialistas, essa mudança, embora ressalte o tom da pele, não equivale ao bronzeado obtido pela exposição solar.
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“O caroteno deixa a pele amarelo-alaranjada e pode aumentar conforme ingerimos carotenoides. Mas ele não é o responsável pela coloração escura que surge quando ficamos bronzeados. Esse papel é da melanina. Sabendo disso, não faz sentido suplementar carotenoides. O resultado dessa suplementação é o risco de deixar a pele laranja”, afirma a dermatologista Mônica Aribi, de São Paulo.
A carotenemia, nome da condição quando a pele fica amarelada ou laranjada, não é prejudicial e se reverte naturalmente quando a dieta excessiva em pigmentos diminui. Mas os especialistas alertam que comer muitos alimentos cheios de betacaroteno pode acabar levando a pessoa a descuidar do equilíbrio da dieta e abrir mão de outras boas escolhas que precisam compor o prato para ter, entre outras, uma pele saudável.
Alimentos ricos em betacaroteno (vitamina A) já foram associados a um estímulo sutil e saudável da melanina na pele, aliados a nutrientes como as vitaminas C e E. Elas são essenciais para estimular a produção de melanina e também para manter a saúde da pele para resistir contra os danos da luz solar, mas uma dieta saudável já costuma suprir as necessidades destes nutrientes, sem ser preciso reforçar os alimentos de tom laranja no verão.
Suco de cenoura não ativa a melanina da pele, mas pode trazer um tom levemente alaranjadoNutrientes que apoiam a saúde da pele
A nutricionista Thainara Gottardi, de São Paulo, explica o papel do betacaroteno no organismo. “O betacaroteno se converte em vitamina A no organismo, que atua na formação da melanina e protege a pele dos danos causados pelos raios ultravioleta”, afirma.
Thainara ressalta que a alimentação atua como apoio, não como substituta da proteção solar adequada. Além disso, é preciso ter cuidado com os alimentos que são ingeridos antes da exposição solar, já que cítricos como limão e laranja podem levar à formação de manchas caso tenham respingado na pele.
Além da vitamina A, outros nutrientes atuam de forma complementar. A vitamina C — presente em frutas como laranja, kiwi e acerola — auxilia na síntese de colágeno e no combate aos radicais livres.
A vitamina E — encontrada em sementes e oleaginosas — possui ação antioxidante e contribui para a regeneração da pele. A combinação desses elementos fortalece a barreira cutânea e reduz danos associados à radiação ultravioleta.
Mesmo com alimentação equilibrada, a proteção solar permanece essencial. Especialistas recomendam protetor contra raios UVA e UVB com protetor com FPS mínimo de 30 ou superior. “A aplicação precisa cobrir todas as áreas expostas, incluindo orelhas, pescoço e lábios, cerca de meia hora antes de se expor ao sol. A eficácia do produto depende da reaplicação a cada duas horas de exposição contínua, ou imediatamente após banhos de mar ou piscina e sudorese intensa”, explica a dermatologista Mônica Aribi.
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