PL critica Alexandre de Moraes e cobra domiciliar para Bolsonaro

 Partido classifica como 'incabível' manutenção do ex-presidente em cela da Polícia Federal após relato de queda e cita estado de saúde

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Partido Liberal (PL) divulgou nota nesta terça-feira (6) na qual afirma ser “incabível” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar o cumprimento de pena em regime domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

A manifestação ocorre após a divulgação de informações de que Bolsonaro teria caído e batido a cabeça na cela durante a madrugada. O partido declarou estar “inconformado” com o episódio e afirmou representar a indignação de seus filiados e de apoiadores do ex-presidente.

Na nota, o PL sustenta que Moraes mantém “encarcerado” um homem de 70 anos, com saúde considerada debilitada. O texto cita o histórico médico de Bolsonaro, incluindo as cirurgias recentes e as sequelas do atentado a faca sofrido em 2018, cuja investigação ainda está em andamento. 

O pedido mais recente de prisão domiciliar foi protocolado pela defesa em 31 de dezembro, um dia antes de Bolsonaro receber alta hospitalar após passar por quatro cirurgias em um intervalo de sete dias. Os advogados argumentaram que o cumprimento do regime fechado poderia representar risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde do ex-presidente.

Ao negar o pedido, Moraes afirmou que não houve apresentação de fatos novos em relação às solicitações anteriores já analisadas. Segundo o ministro, laudos médicos indicam melhora do quadro clínico de Bolsonaro após os procedimentos cirúrgicos.

“Não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas sim quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo”, destacou Moraes.

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