Secretaria da Mulher amplia rede, impacta mais de 172 mil pessoas e projeta avanços para o novo ano
Atuação integrada, execução de mais de 90% do orçamento e investimentos superiores a R$ 86 milhões fortaleceram a rede de proteção, promoveram direitos e ampliaram a autonomia econômica das mulheres no Distrito Federal.A Secretaria da Mulher do Distrito Federal encerrou 2025 consolidando uma política pública que vai além do atendimento direto às mulheres._
Com mais de 70 mil atendimentos realizados pela rede própria e mais de 102 mil mulheres impactadas por projetos executados por meio de termos de fomento, a pasta alcançou mais de 172 mil pessoas ao longo do ano.
O resultado reflete uma atuação integrada, com execução de mais de 90% do orçamento e investimentos superiores a R$ 86 milhões, voltados ao enfrentamento à violência, à promoção de direitos, à autonomia econômica e ao fortalecimento da rede de proteção. À frente da pasta, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, faz um balanço das ações de 2025 e aponta os caminhos para o ano que se inicia .
Como a senhora avalia o balanço das ações da Secretaria da Mulher em 2025?
Giselle Ferreira – O balanço de 2025 é muito significativo porque traduz o cuidado com vidas. Foram mais de 172 mil pessoas impactadas, considerando atendimentos diretos e ações desenvolvidas em parceria com a sociedade civil. Isso mostra que a política pública da Secretaria da Mulher é ampla, estruturada e integrada, alcançando mulheres, homens em processo de responsabilização, crianças, adolescentes e famílias inteiras.
Os atendimentos da Secretaria vão além do público feminino. Qual a importância dessa atuação ampliada?
Giselle Ferreira – Enfrentar a violência contra a mulher exige olhar para todo o contexto. Atendemos mulheres, mas também homens autores de violência, crianças e dependentes, porque romper o ciclo da violência passa pela responsabilização, pela prevenção e pelo cuidado com as famílias. Essa abordagem integrada é essencial para promover mudanças reais e duradouras.
A Rede de Proteção à Mulher teve números expressivos em 2025. Como a senhora destaca essa atuação?
Giselle Ferreira – A Rede de Proteção é um dos pilares da nossa política. Somente em 2025, a Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres coordenou mais de 16 mil atendimentos às mulheres nas unidades de acolhimento e atendimento psicossocial, além do trabalho com homens autores de violência nos Espaços Acolher. Também tivemos acolhimentos na Casa Abrigo e um volume expressivo de atendimentos na Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia.
A Secretaria também atua na concessão de benefícios sociais para mulheres em situação de vulnerabilidade. Como essas políticas contribuem para a proteção e a reconstrução de vidas?
Giselle Ferreira – Os benefícios sociais são fundamentais para garantir proteção imediata e condições reais de recomeço. Em 2025, ampliamos o acesso ao Aluguel Social para mulheres vítimas de violência, assegurando que elas possam sair de situações de risco com dignidade e segurança. Também fortalecemos o programa Acolher Eles e Elas, que protege filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio, rompendo ciclos de vulnerabilidade. Além disso, o Auxílio-Transporte garante o acesso das mulheres aos serviços da rede, aos atendimentos e às oportunidades de capacitação e trabalho. Esses benefícios salvam vidas e demonstram o compromisso do Estado com uma política pública que cuida de forma integral.
A Secretaria também investiu fortemente em promoção de direitos e autonomia econômica. Como isso se reflete nos números?
Giselle Ferreira – Avançamos muito nessa área. Certificamos mais de 3 mil mulheres em capacitações, realizamos milhares de atendimentos de promoção de direitos, ampliamos ações itinerantes e investimos em inovação, com palestras e capacitações em tecnologia e marketing digital. Além disso, os termos de fomento permitiram investir quase R$ 4 milhões em projetos que impactaram mais de 102 mil mulheres em todo o DF.
A empregabilidade feminina tem sido uma prioridade da atual gestão. O que já foi alcançado?
Giselle Ferreira – Desde o início da gestão, implementamos Acordos de Cooperação Técnica com empresas que reservam vagas para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Já são 13 ACTs assinados e 365 mulheres formalmente empregadas. Todas recebem acompanhamento contínuo de equipes multiddisciplinares da Secretaria, porque entendemos que autonomia econômica é fundamental para romper ciclos de violência.
Houve também avanço na estrutura física da Secretaria. O que mudou em 2025?
Giselle Ferreira – Encerramos o ano com 30 espaços de atendimento em funcionamento no Distrito Federal. Entregamos quatro novos Centros de Referência da Mulher Brasileira e realizamos investimentos importantes em manutenção e requalificação de unidades, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo mais dignidade no acolhimento.
Quais são as principais perspectivas e desafios para o ano que se inicia?
Giselle Ferreira – Para o novo ano, nosso foco é qualificar ainda mais os atendimentos, ampliar a presença da rede nas regiões administrativas e fortalecer o uso da tecnologia como ferramenta de prevenção e informação. Vamos seguir trabalhando para que as políticas públicas cheguem de forma mais rápida, integrada e efetiva a quem precisa, sempre com o compromisso de proteger vidas e promover direitos.
Redação
















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