Eduardo Bolsonaro rebate ordem da PF: “Jamais trocaria minha honra por um emprego”

 

Convocado a reassumir posto após cassação de mandato, parlamentar licenciado reage nas redes sociais

Deputado federal Eduardo Bolsonaro. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil).

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou duramente a determinação da Polícia Federal (PF) para que ele retorne imediatamente ao cargo de escrivão. A reação ocorreu nesta sexta-feira (2), após a corporação publicar no Diário Oficial o fim de sua licença para exercício de mandato.

Em publicação nas redes sociais, Eduardo afirmou que não pretende se submeter ao que chamou de “caprichos de bajuladores de tiranos”. O ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos desde março de 2024, utilizou um tom agressivo para contestar a validade da convocação.

“Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, escreveu Eduardo no X. A declaração faz uma comparação direta entre a cúpula da PF e a polícia secreta da Alemanha nazista.

A Polícia Federal ordenou o regresso do servidor após a Mesa Diretora da Câmara confirmar a cassação de seu mandato por excesso de faltas. Eduardo Bolsonaro é concursado da instituição desde 2010 e estava afastado das funções policiais para atuar no Legislativo.

O ato declaratório da PF estabelece que a “ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”. Caso não se apresente na delegacia de Angra dos Reis, o “03” poderá enfrentar um processo que resulte em sua demissão.

O entorno do ex-deputado interpreta a medida como parte de uma perseguição política para anulá-lo antes das eleições de 2026. Eduardo tem articulado sanções internacionais contra autoridades brasileiras, o que gerou a abertura de processos disciplinares internos na corporação. 

A defesa de Eduardo Bolsonaro ainda não informou se ele pretende retornar ao Brasil para reassumir o posto ou se manterá a residência no exterior. A última lotação oficial do ex-parlamentar na Polícia Federal ocorreu entre os anos de 2014 e 2015.

A situação jurídica do ex-deputado agravou-se com a perda do foro privilegiado e a revogação de seu passaporte diplomático. Agora, ele precisa lidar com as obrigações do estatuto do servidor público federal enquanto tenta viabilizar seu futuro político.

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