A disputa eleitoral para as duas vagas ao Senado pelo DF em 2026, mostra um jogo duro e até esse momento com pelo menos cinco nomes que estarão na esperada briga de gigantes marcada para outubro do ano que vem.
Os analistas de plantão garantem que mais de 70% do eleitorado, ao saírem de casa para votar nas duas vagas para senador, chegam a fila de votação com apenas um nome definido para o Senado Federal. O segundo voto tem a marca do descompromisso do eleitor que muitas das vezes é convencido na fila de votação.
Eleitor do primeiro voto, pode virar algoz no segundo
Enquanto alguns candidatos ao senado brigam para garantir a escolha consciente do primeiro voto, não sabem eles que o mesmo eleitor que fez eles acreditarem que irão elege-los, poderá virar seu algoz no momento que optar pelo voto descompromissado de sua segunda escolha.
A pesquisa pré- eleitoral mostra uma fotografia de momento e naturalmente que a escolha do eleitor depende das movimentações politicas de seus respectivos candidatos e por muitas razões o número de indecisos para o senado segue muito grande e de forma significativa até o momento.
Os números de eleições anteriores para o senado federal no Brasil, com disputa de duas vagas, mostra que se um candidato desejar perder uma eleição para senador, basta optar em se lançar em voo solo na disputa eleitoral no ano que vem.
Ibaneis observa o cenário - Voo solo nem pensar!
O governador Ibaneis Rocha certamente tem observado os números das últimas pesquisas e sabe que o segundo voto vai decidir a eleição para as duas vagas para senador em 2026. Sabendo disso, Ibaneis precisa construir entendimentos para o chamado 'voto casado' para não ficar no prejuízo em um arriscado voo solo.
Uma visão importante a ser observada por Ibaneis Rocha será descobrir através de pesquisas realizadas com maior frequência o direcionamento do voto ao senado federal e o que de fato é preciso fazer para uma migração do segundo voto de nomes como; Michelle Bolsonaro, Sebastião Coelho, Bia Kicis e Leila Barros.
Como não existe voto de legenda para senador a disputa se torna ainda mais acirrada. Os dois votos para senador possuem pesos iguais. Serão escolhidos os dois candidatos que tiverem o maior número de votos em cada estado.
A direita e a mescla do segundo voto
Nesse momento no DF, a ala da direita misturada aos conservadores lideram na quantidade de nomes apresentados até esse momento na disputa ao senado federal. De uma lado, Michelle Bolsonaro, liderando o campo conservador e com a simpatia de boa parte do bolsonarismo, no horizonte mais a direita o comandante do barco é Ibaneis Rocha que terá na figura da vice- governadora Celina Leão no comando da máquina pública seu apoio mais importante no ano que vem.
Aliados de Ibaneis Rocha apostam numa reaproximação dele com Michelle Bolsonaro. Na avaliação de boa parte das cabeças pensantes governistas o eleitor conservador não ver na candidatura de Ibaneis uma ameaça velada a força dos conservadores no DF e no projeto dos bolsonaristas em fazer maioria esmagadora no senado em 2026.
Ela torce que a direita continue dividida
Quem anda feliz da vida com essa divisão do campo da direita misturada aos conservadores é a Senadora Leila Barros, que buscará a reeleição e carrega com ela números pequenos no quesito rejeição. Sem criar muita polêmica e 'tirando o pé de bola dividida', Leila Barros, anda conseguindo passo á passo nas últimas pesquisas, a simpatia de eleitores de candidatos da direita na hora que são questionados para o direcionamento do segundo voto.
Michelle: Presidência, DF ou Paraná
As pesquisas mostram a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, pontuando de forma significativa para a presidência e em pelo menos no estado do Paraná e no DF, Michelle, lidera nas intenções de voto para o Senado Federal.
Na disputa nacional os analistas acreditam que não será ainda a vez de Michelle Bolsonaro arriscar seu futuro no cargo mais alto do pais. Até porque enfrentar Lula na briga da reeleição seria uma missão considerada dura nesse momento para a estreante Michelle. Enquanto para o senado é possivel que o PL convide a ex- primeira dama para escolher entre o DF e Paraná.
Se optar por um colégio eleitoral fora do DF, Michelle Bolsonaro, deverá abrir a oportunidade da deputada Bia Kicis alçar voos mais altos na disputa do ano que vem. Vale lembrar que uma possivel vitória de Michelle Bolsonaro no Paraná, a ex- primeira dama se manteria morando no DF em virtude de sua atuação no senado.
Outro que certamente ampliaria as chances de chegar a cadeira de senador seria o governador Ibaneis Rocha, que não teria nenhuma dificuldade de fazer dobradinha com Bia Kicis. Mas não podemos negar que se Ibaneis Rocha resolver dar uma olhadinha no retrovisor dele, certamente ele vai ver a Senadora Leila Barros querendo atrapalhar sua corrida para o Senado Federal em 2026.
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