Bolsonaro entrega passaporte à PF e diz não temer a prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro disse não compreender a acusação de Golpe de Estado e que fez uma transição “sem problemas” com o presidente Lula

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Ex-presidente da República Jair Bolsonaro afirma que não tem medo de ser preso. (Foto: Agência Brasil).

Após a Polícia Federal deflagrar uma operação que apreendeu o passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (08), Bolsonaro afirma que tais ações “acabaram com sua folga”. Além do líder do clã Bolsonaro, a PF mirou aliados como ex-ministros e ex-assessores ligados ao antigo governo. 

“Acabou minha folga”, declarou Jair Bolsonaro ao portal Metrópoles. A corporação foi até a propriedade em Angra dos Reis (RJ), onde o ex-presidente está desde o início de janeiro. Em outro momento, disse não compreender a acusação de Golpe de Estado e que fez uma transição “sem problemas” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“A pedido do Lula, nomeei os três comandantes de Força escolhidos por ele em dezembro. Como vou nomear comandante de Força dele e dar um golpe depois?”, afirmou Bolsonaro. 

Jair Bolsonaro também afirma que não tem medo de ser preso e que “hoje tudo pode acontecer com qualquer pessoa no Brasil. Em nome de salvar a democracia estão fazendo barbaridades”. 

 

Operação Tempus Veritatis 

A operação da PF iniciada nesta quinta, teve 33 alvos de busca e apreensão, 4 prisões preventivas e 48 medidas alternativas, que incluem proibir contato entre os investigados, entrega de passaportes e suspensão do exercício de funções públicas. 

As buscas são realizadas no Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Todas as medidas judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas especificamente autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes. 

 

Na lista de alvos à caça-direita estão: 

  • Jair Bolsonaro 
  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL; 
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional);
  • Ex-ministro da Justiça Anderson Torres; 
  • Walter Braga Netto (PL), candidato a vice-Presidência do ex-presidente; 
  • Ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; 
  • General Stevan Teófilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres;
  • Almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; 
  • Assessor Tércio Arnaud Thomaz; 
  • Major reformado Ailton Barros

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