POR DAMIÃO MIGUEL
A disputa pelo comando das administrações regionais está ocorrendo a todo vapor, movimentando os bastidores políticos locais de forma intensa. Nesse cenário altamente competitivo, muitos pré-candidatos têm tentado queimar etapas para consolidar suas indicações o quanto antes, o que acaba gerando um efeito reverso: uma exposição precoce que os submete à fritura natural e ao julgamento implacável da comunidade antes mesmo da definição oficial.
Nas cidades que contam com deputados eleitos, a briga ganha contornos de fogo amigo, concentrando-se em uma disputa interna e acirrada dentro do próprio grupo político do parlamentar pelo controle do território. Por outro lado, nas satélites sem representação política direta no legislativo, o cenário se transforma em uma verdadeira guerra campal, onde lideranças locais e diferentes alas partidárias travam um embate aberto e feroz para ver quem conseguirá ocupar a cadeira mais importante da cidade.

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