Com a chegada da reta final da eleição para distrital, na disputa direta devem sobrar uma média de 60 candidatos com chances reais de garantir a cadeira na CLDF, cada voto será importante nesse momento
POR DAMIÃO MIGUEL
Embora o cenário na disputa distrital apresente, em média, 350 candidatos, nesta reta final do processo eleitoral a divisão de forças se concentra em apenas 20% dos nomes em disputa. A verdade é que, do pelotão de choque que entrou na corrida, temos uma média de 60 candidatos com chances reais de ocupar uma das 24 cadeiras na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Diante de um afunilamento tão expressivo, todo cuidado é pouco, e qualquer erro estratégico neste momento poderá sepultar de vez uma caminhada construída ao longo de anos de trabalho.
Entre os atuais deputados distritais que buscam a renovação do mandato, cada voto é uma conquista crucial. Perder apoios ou ver a desidratação de um grupo político, por menor que ele seja, poderá fazer toda a diferença na somatória final que define a eleição. O clima de tensão se espalha pelos comitês, pois os concorrentes sabem que o espaço para oscilações negativas desapareceu e que a estabilidade das bases é o que garante a sobrevivência política.
Em legendas de peso como PT, Republicanos, Federação União Progressista, PL e MDB, a expectativa é de que deputados sejam reeleitos com diferenças incrivelmente pequenas de votos entre si. Diante desse equilíbrio milimétrico, vamos assistir a distritais amargando a suplência unicamente por erros cometidos nessas três semanas que restam para a eleição. Portanto, é hora de redobrar a atenção: a ordem absoluta nesta reta final é blindar o eleitorado e garantir cada voto nas urnas.
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