A recente pesquisa Correio Opinião /Inteligência & Política acendeu o sinal de alerta máximo no Palácio do Buriti. Ao pontuar acima dos 40% em um eventual cenário de segundo turno, o ex-governador José Roberto Arruda demonstrou que não entrou na disputa apenas para participar, mas para brigar diretamente pelo comando do Distrito Federal. Os números criaram um clima de forte preocupação no grupo governista, que subestimou o impacto de seu nome e não previa um "tsunami" na avaliação popular a meros dois meses do pleito. Arruda agora figura em empate técnico, dentro da margem de erro, com a governadora Celina Leão.
O desempenho de Arruda tem desafiado analistas e estudiosos do cenário político. Especialistas se debruçam sobre os dados para compreender como um líder que ficou fora das disputas eleitorais majoritárias nos últimos 16 anos consegue igualar as forças com a candidata que detém o controle da máquina pública. Sem o aparato do governo ou estruturas financeiras robustas, a campanha de Arruda sustenta-se no corpo a corpo — a tradicional sola de sapato — e no apoio de um grupo fiel de aliados que o acompanha há três décadas. Sem esquecer dos inúmeros aliados voluntários que decidiram se juntarem nesse desafio.
O avanço nas pesquisas reflete a estratégia do ex-governador de circular pelas cidades e resgatar as memórias positivas de sua gestão de três anos à frente do Governo do Distrito Federal. O eleitorado de Brasília parece reativar a lembrança de obras e conquistas daquele período, o que impulsiona sua competitividade.
Diante disso, os adversários admitem reservadamente o acendimento da luz amarela. A preocupação tende a aumentar com o início do horário eleitoral gratuito em poucos dias. O rádio e a televisão darão a Arruda a oportunidade inédita em 16 anos de apresentar diretamente aos lares do DF suas justificativas, sua defesa e sua versão sobre os fatos políticos do passado. Na avaliação de coordenadores de campanhas rivais, essa prestação de contas direta com o eleitorado tem potencial para alavancar ainda mais o crescimento do ex-governador nas intenções de voto.
REDAÇÃO

0 Comentários