Governadora do DF nega ligação com ex-presidente do BRB após possível citação em delação





A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), partiu para o enfrentamento direto no domingo (3) ao reagir à possibilidade de ter o nome citado em uma delação premiada que envolve o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Preso desde 16 de abril no Complexo Penitenciário da Papuda, o ex-dirigente negocia colaboração com investigadores, o que elevou a tensão política em torno do caso.


Sem rodeios, Celina decidiu se posicionar publicamente e adotou um tom firme para afastar qualquer tentativa de associação. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a governadora foi categórica ao negar vínculos com a antiga gestão do banco e disse não ver motivo para preocupação. “Nunca tratei de qualquer assunto com o ex-presidente do BRB. Isso é algo que pode ser comprovado. Minha gestão já previa mudanças na direção da instituição”, afirmou.


A reação veio após revelação do jornalista Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo, indicando que o nome da governadora poderia aparecer em um eventual acordo de colaboração. Nos bastidores, a informação foi suficiente para acionar o alerta no Palácio do Buriti, mas a estratégia adotada foi a de enfrentamento público imediato.


Celina também fez questão de destacar que o caso já está nas mãos das autoridades responsáveis e que não haverá interferência política nas investigações. “A auditoria está com a Polícia Federal e com a Justiça. Quem tiver causado prejuízo ao banco vai responder. Não existe proteção para ninguém”, declarou.


Desde que assumiu o comando do Palácio do Buriti, após a saída de Ibaneis Rocha (MDB) para disputar o Senado, Celina Leão tem adotado uma postura de ruptura com decisões anteriores envolvendo o BRB. Logo nos primeiros movimentos, promoveu mudanças internas e afastou nomes ligados a operações consideradas controversas, numa tentativa de redesenhar a governança da instituição.


Ao mesmo tempo, à crise, o Governo do Distrito Federal tenta reorganizar a situação financeira do banco. A gestão formalizou pedido ao Tesouro Nacional para viabilizar uma operação bilionária com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), utilizando ativos públicos como garantia,  medida vista como estratégica para dar fôlego ao BRB.


Apesar disso, a governadora tem elevado o tom contra o governo federal. Na avaliação dela, há resistência de bancos públicos federais em colaborar com o processo de recuperação da instituição, o que, segundo afirma, dificulta soluções mais rápidas. Nos bastidores, esse embate tem ampliado o desgaste político entre o GDF e a União.


Mesmo diante do cenário de pressão, Celina tem buscado sustentar um discurso de controle e confiança. A avaliação dentro do governo é de que a resposta rápida ajuda a conter ruídos e reforça a imagem de distanciamento em relação aos fatos investigados.


Ao final, a governadora reforçou o que considera ser a linha central de sua gestão. “Transparência, responsabilidade e respeito com a população. É assim que governamos”.




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