O cenário eleitoral atual acendeu o alerta vermelho nos bastidores de partidos como PL, MDB , Republicanos e a Federação União Progressista, onde a insatisfação tomou conta da chamada "cauda eleitoral". Esses pré-candidatos, historicamente usados como esteiras de votos para eleger os chamados "tubarões" da política, estão cansados de promessas não cumpridas, falta de apoio e quebra de compromissos por parte das cúpulas partidárias. Como a engrenagem proporcional depende diretamente do somatório de votos de toda a nominata, a revolta desses nomes menores ameaça diretamente a estratégia das grandes lideranças, que correm o risco de ver suas bases de sustentação desmoronarem antes mesmo do início oficial da campanha.
A verdade nua e crua é que esse descontentamento já se transformou em debandada, com diversos pré-candidatos declarando publicamente que vão desistir da disputa eleitoral. Esse recuo estratégico acerta em cheio o planejamento de legendas que sonham alto e projetavam conquistar entre três e quatro cadeiras distritais. Sem o volume de votos que a cauda partidária costuma garantir para atingir o quociente eleitoral, esses partidos correm o risco real de ver seus cálculos matemáticos fracassarem, transformando projeções otimistas em um amargo prejuízo nas urnas.
Redação

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