Nikolas Ferreira acusa Globo de expor Bolsonaro e fala em invasão

Parlamentar aponta exposição indevida da residência do ex-presidente e cobra equilíbrio na cobertura

Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a cobertura da TV Globo após a exibição de imagens aéreas da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. 

As gravações foram divulgadas no mesmo dia em que Bolsonaro retornou para casa depois de receber alta hospitalar.

Segundo o parlamentar, a captação das imagens (feitas por via aérea) configura invasão de privacidade. 

Em publicação nas redes sociais, Nikolas afirmou que considera “inacreditável” a postura da emissora e questionou os critérios adotados na cobertura. 

As imagens mostram Bolsonaro em sua residência ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, interagindo com animais de estimação.

O registro foi feito pouco após a saída do ex-presidente do Hospital DF Star, onde esteve internado desde o dia 13 de março para tratar um quadro de broncopneumonia. 

Nikolas também levantou questionamentos sobre o que considera tratamento desigual por parte da imprensa. 

O deputado citou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, sugerindo que situações semelhantes envolvendo outras autoridades não receberiam o mesmo tipo de cobertura. 

A volta de Bolsonaro à residência ocorreu após autorização do STF para cumprimento de prisão domiciliar, medida adotada com base em laudos médicos que indicaram a necessidade de acompanhamento contínuo em ambiente familiar. 

A decisão prevê uma série de restrições, como uso de tornozeleira eletrônica, permanência em casa e proibição de comunicação digital. 

O Supremo Tribunal Federal deve reavaliar a situação do ex-presidente em até 90 dias, com base em relatórios periódicos sobre seu estado de saúde. 

O descumprimento das medidas pode levar à revogação da prisão domiciliar. 

A manifestação de Nikolas ocorre em meio à repercussão política e jurídica envolvendo o ex-presidente, ampliando o debate sobre limites da atuação da imprensa e a proteção à privacidade de figuras públicas em situações semelhantes.

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