Molécula NAD+ pode ajudar a retardar envelhecimento, dizem cientistas





Uma molécula presente naturalmente nas células do corpo pode desempenhar um papel importante no envelhecimento e na prevenção de doenças neurodegenerativas. É o que sugere a revisão científica publicada na revista Nature Aging em setembro de 2025, que reúne pesquisas recentes sobre a nicotinamida adenina dinucleotídeo, conhecida como NAD+.


O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Oslo, do Hospital Universitário de Akershus, na Noruega, e de outras instituições internacionais. O artigo reúne contribuições de mais de 25 cientistas que investigam como essa molécula influencia processos ligados ao envelhecimento e à saúde celular.


O NAD+ participa de funções essenciais do organismo, como a produção de energia nas células, o reparo do DNA e a manutenção do funcionamento celular. Com o passar dos anos, porém, os níveis dessa substância diminuem no corpo, o que tem sido associado a alterações como perda de força muscular, problemas de memória e maior risco de doenças relacionadas à idade.


Segundo os pesquisadores, compreender melhor como o NAD+ funciona pode ajudar no desenvolvimento de estratégias voltadas para um envelhecimento mais saudável.


O papel do NAD+ no organismo


A revisão analisou resultados de estudos laboratoriais e ensaios clínicos que investigam formas de aumentar os níveis dessa molécula no organismo. Uma das abordagens envolve compostos derivados de vitaminas que atuam como precursores do NAD+, como o ribosídeo de nicotinamida e o mononucleotídeo de nicotinamida.



Resultados iniciais desses estudos apontam possíveis benefícios em aspectos como memória, mobilidade física e saúde metabólica. Ainda assim, os pesquisadores destacam que esses achados precisam ser confirmados em pesquisas maiores e com acompanhamento mais prolongado.


Um dos desafios, segundo os cientistas, é compreender qual seria a dose adequada dessas substâncias e como diferentes pessoas podem responder a esse tipo de intervenção.


Interesse crescente e desafios científicos


O interesse científico em torno do NAD+ tem aumentado nos últimos anos, impulsionado tanto por pesquisas acadêmicas quanto pelo crescimento do mercado de suplementos voltados ao envelhecimento saudável.


Ensaios clínicos estão em andamento em diferentes países para investigar o efeito de compostos que elevam os níveis dessa molécula no organismo. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que ainda há muitas dúvidas sobre a eficácia dessas estratégias e sobre como os resultados observados em estudos com animais se aplicam aos seres humanos.


Para os autores, avançar nesse campo depende de estudos clínicos mais robustos e de colaboração entre centros de pesquisa ao redor do mundo. Esse esforço pode ajudar a esclarecer se o aumento dos níveis de NAD+ realmente pode contribuir para prevenir ou retardar doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer e Parkinson.





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