Tem candidato cansando grupo politico exigindo que aliados aceitem o "combo eleitoral"



 O Peso do "Combo Eleitoral": A Rebeldia que Ruge nos Bastidores
Nos corredores da política brasiliense, o clima é de fervura, mas não é apenas pelo calor das articulações. O que se ouve, em tom de desabafo e crescente resistência, é a insatisfação com o que alguns já chamam de "Exclusividade do Combo Eleitoral".
Existem pré- candidatos que têm subido o tom com seus aliados na base, exigindo uma fidelidade que vai muito além da própria eleição e em alguns casos a reeleição. A ordem é clara, mas indigesta: não basta carregar o nome do distrital; o aliado é obrigado a empurrar, no mesmo pacote, o deputado federal, os dois senadores e o governador da chapa.
Essa insistência em transformar a liderança local em um "carregador de piano" para cinco candidaturas simultâneas está gerando um efeito colateral perigoso: a rebeldia. Aliados históricos já dão sinais de cansaço e saturação. Afinal, uma coisa é defender um nome de confiança na comunidade; outra, bem diferente, é ser forçado a vender um "kit completo" que, muitas vezes, nem o próprio cabo eleitoral consegue digerir.
Falta pouco para que a exigência suba mais um degrau e incluam também o nome do Presidente na conta. O risco para esses candidatos á distrital é alto. Ao tentarem amarrar tudo e todos em um nó apertado demais, podem acabar vendo seus grupos políticos minguarem antes mesmo da campanha ganhar as ruas. Quem muito aperta, uma hora fica com as mãos vazias — e a base, pelo que se vê, já está cansada de carregar tanto peso nas costas.

Redação

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