O Custo da Inércia: Pré-candidatos "Comem Mosca" enquanto o relógio eleitoral avança



Por Damião Miguel
No xadrez político do Distrito Federal, a pressa pode ser inimiga da perfeição, mas a indecisão é o caminho mais curto para o xeque-mate. Enquanto os bastidores fervem, o que se vê é uma parcela considerável de pré-candidatos "comendo mosca" em questões partidárias cruciais. Para quem busca a reeleição ou sonha com a estreia na Câmara Legislativa em 2027, o marasmo atual pode custar a própria sobrevivência nas urnas.
A janela de negociações e a definição de grupos políticos não esperam pelos indecisos. No DF, onde a nominata (a lista de candidatos do partido) define quem entra e quem fica de fora, estar na legenda errada ou sem um grupo de apoio sólido é o equivalente a uma derrota antecipada.
Para os detentores de mandato, o risco é o excesso de confiança. Acreditam que o "capital político" atual basta, ignorando que as bases estão sendo assediadas e que novos arranjos partidários estão isolando figuras que antes eram intocáveis.
Já para os aspirantes a estreantes, a falta de agilidade é fatal. Sem uma estrutura partidária que garanta viabilidade e tempo de TV/fundo eleitoral, o sonho de ocupar uma cadeira no Parlamento do DF corre o risco de morrer antes mesmo da convenção.
O recado das urnas costuma ser cruel com quem subestima a engenharia partidária. Enquanto alguns dormem no ponto, outros já estão pavimentando o caminho, fechando alianças e garantindo o terreno. Na política, quem não se posiciona vira degrau para a subida alheia. 2026 já começou para quem tem olhos de ver; para os demais, resta apenas o gosto amargo da oportunidade perdida.
É bom acordar enquanto é tempo! Quem sonha com uma cadeira na CLDF não pode está pulando carnaval nesse momento.

Redação

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