Tsunami na CLDF: Pesquisas acendem alerta e "favoritismo" vira incerteza



Por Damião Miguel
O clima nos corredores da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) mudou drasticamente nos últimos dias. Se até pouco tempo atrás o sentimento de "jogo ganho" dominava alguns gabinetes, o banho de água fria veio com os números das recentes pesquisas pré-eleitorais. O resultado? Um susto generalizado em figuras que se consideravam favoritas absolutas.
O que as planilhas mostram é um reflexo claro das ruas: o sentimento de mudança está mais aflorado do que nunca no pensamento do eleitor brasiliense. A estagnação de nomes tradicionais e o surgimento de novas lideranças indicam que o brasiliense não está disposto a entregar um "cheque em branco" para quem já ocupa uma cadeira.
A mensagem das urnas — antes mesmo delas abrirem — é cristalina: a zona de conforto acabou. O parlamentar que deseja a reeleição vai ter que trabalhar dobrado. Não basta apenas manter o que tem; será preciso ampliar grupos políticos, reconquistar bases desiludidas e, acima de tudo, estancar sangrias. Em um cenário de alta volatilidade, a regra de ouro agora é a preservação: é vital não perder nenhum aliado e, simultaneamente, buscar novas alianças para ganhar fôlego.
A eleição para a CLDF promete ser uma das mais acirradas da história recente. Para os atuais deputados, o aviso foi dado: quem não entender que o eleitor quer renovação e entrega real, corre o sério risco de ver o mandato chegar ao fim em dezembro. O jogo recomeçou, e o favoritismo, hoje, é uma palavra que ninguém mais ousa pronunciar com tanta confiança.

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