Jatinhos traziam garotas de programa até da Ucrânia para festas de Vorcaro

 Mulheres descritas como modelos teriam chegado da Ucrânia, Rússia e outros países europeus para encontros privados

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Redes Sociais).

As festas com autoridades públicas federais, realizados na casa de veraneio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Trancoso, distrito de Porto Seguro, traziam garotas de programa estrangeiras descritas como modelos e encontros privados regados a música ao vivo e bebidas de alto padrão, de acordo com relatos sob investigação.

Em algumas ocasiões, mulheres chegavam de jatinho vindas da Europa. Embora os relatos não sejam precisos, mencionam nacionalidades como croatas, ucranianas e russas e muitas não falavam português, circunstância que, deixava os participantes mais à vontade, por acreditarem que não precisariam se preocupar com eventuais testemunhos das acompanhantes.

Os encontros, conhecidos nos bastidores como “Cine Trancoso”, teriam reunido autoridades do Poder Executivo, além de nomes do mercado financeiro, da política e do meio jurídico.

Antes de adquirir a propriedade, Vorcaro alugou o imóvel em três temporadas entre 2021 e 2022. À época, a casa pertencia à empresária Sandra Habib, mulher de Sérgio Habib, presidente da JAC Motors Brasil.

Em processo judicial envolvendo a posterior venda do imóvel para empresas ligadas ao banqueiro, foram anexadas mensagens de WhatsApp atribuídas à antiga proprietária relatando excessos durante uma das locações.

Em mensagem de 5 de outubro de 2022, véspera do aniversário de Vorcaro, Sandra afirmou que havia mais de 30 pessoas na residência, acima do limite contratual de 20, além de música alta e reclamações de vizinhos, com acionamento da polícia local e ambiental. “Ele levou 20 putas”, diz na mensagem. Os dados foram obtidos pelo jornal Folha de São Paulo. Veja abaixo: 

O fato das autoridades participarem desses eventos, levou o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedir a abertura de investigação para apurar a eventual participação de integrantes da alta cúpula dos Três Poderes.

Segundo o pedido encaminhado ao TCU, a eventual presença de agentes públicos em reuniões privadas com forte caráter festivo pode representar risco à confiança nas instituições.

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