Metrópoles teve acesso ao depoimento do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, à Polícia Federal (PF)
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No depoimento prestado à Polícia Federal (PF), o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a autarquia sabia que as carteiras da Tirreno vendidas pelo Banco Master para o BRB por R$ 12,2 bilhões eram podres desde março de 2025, oito meses antes da liquidação do Banco de Daniel Vorcaro.
A delegada diz que tanto Vorcaro quanto o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmaram que o BC acompanhou todas as tratativas envolvendo as duas instituições financeiras e pergunta a Ailton se as alegações são verdadeiras.
Aquino responde: “O reporte das carteiras da Tirreno passou a ser feito pelo BRB depois dos nossos questionamentos. Nós fizemos um questionamento em março, que está nos autos ofícios, mostramos nossa preocupação e, a partir daí, o BRB, principalmente o BRB, reporta”.
O Master foi liquidado oito meses depois, em novembro de 2025, após a PF deflagrar a Operação Compliance Zero, que investiga uma suposta fraude na venda, justamente, das carteiras da Tirreno do Master para o BRB.
Aquino também confirmou que o BC acompanhou a substituição dos ativos, realizada após o BRB constatar que a carteira vendida pelo Master era falsa. “No dia 18 de junho de 2025, um ofício direcionado a mim diz que [o BRB] começa a fazer um processo de diligência para internalizar os ativos. Ou seja, ele começa a buscar ativos dentro do balanço do Master frente ao problema”.
O diretor de fiscalização continua: “Aí, em 8 de julho de 2025, através de ofício, o BRB fala que está internalizando novos ativos. Aí ele pega Credcesta, cartão benefício, CRI, FII, títulos do exterior, ações, cotas. Então, neste ofício, o BRB diz que está internalizando novos ativos frente às carteiras adquiridas do Master, dadas como inexistentes”.

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