Defesa diz que ex-presidente do BRB esclareceu "diferenças"
A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, se manifestou nesta quarta-feira (31) a respeito dos depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) e à acareação no Supremo Tribunal Federal (STF). Interlocutores da Suprema Corte apontaram divergências nas falas, mas a defesa de Costa afirmou que não houve contradições com o depoimento do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A nota afirma que não houve contradições formais, mas apenas “percepções distintas sobre os mesmos fatos”, esclarecidas em acareação breve no STF. Os advogados destacam que Costa foi ouvido por mais de duas horas, respondeu a todos os questionamentos e indicou documentos comprovando decisões técnicas e colegiadas no BRB.
Vorcaro sustentou que o BRB “não teve nenhum prejuízo” na compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado do Master, contrariando suspeitas da PF de irregularidades e fraudes. Sua defesa reforçou essa posição após a acareação com Costa, alegando que os fatos esclareceram a ausência de fraude.Paulo Henrique Costa afirmou aos investigadores que o BRB aportou R$ 2 bilhões no Master, mas a liquidação decretada pelo BC em novembro impediu a recomposição total dos recursos via substituição de ativos.
A PF apura o fornecimento de informações falsas ao Banco Central (BC) e operações montadas para inflar patrimônio do Banco Master, mas Vorcaro negou a inadimplência e afirmou aportes pessoais de R$ 6 bilhões para lidar com crise de liquidez. O BC decretou a liquidação do Master em novembro de 2025 por falta de caixa, rejeitando venda ao BRB.
Até o momento, nem o STF nem a Polícia Federal divulgaram detalhes oficiais sobre o conteúdo da acareação ou sobre eventuais desdobramentos do procedimento. A investigação segue em curso.
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