Voto do ministro aponta indícios de participação do presidente do PL em articulação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, votou nesta terça-feira (21), para que o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, volte a ser investigado por suposta tentativa de golpe de Estado.
A decisão do magistrado ocorreu durante voto no julgamento do chamado “núcleo 4 do plano de golpe”.
A investigação contra Costa Neto, caso reaberta, apura os crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O magistrado citou uma eventual condenação de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente da empresa Voto Legal, ao defender a reabertura do caso:
“Uma vez configurada a condenação do réu Carlos Cesar Rocha, determino a extração de cópias da decisão e de todo o acervo probatório para remessa à PET 12100, a fim de que, nos termos do artigo 18 do Código Penal, seja reaberta a investigação e análise dos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito em relação ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto”.
Como mostrou o Diário do Poder, Moraes votou para condenar todos os réus do núcleo. O grupo foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), de propagar desinformações contra o sistema eleitoral.
São réus no processo:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva;
- Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do IVL (Instituto Voto Legal);
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel;
- Marcelo Araújo Bormevet, policial federal; e
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel.

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