Impeachment de Moraes volta à pauta com acusação de prisão sem base legal

Cabo Gilberto diz que foi alvo de pedido de prisão ilegal autorizada pelo ministro e denuncia 'duas Polícias Federais' atuando no Brasil

Deputado federal Cabo Gilberto Silva. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados).

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de praticar abuso de autoridade ao ter autorizado sua prisão com base em informações consideradas por ele como “falsas”.

A declaração ocorreu após a opsoição protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro, como já havia antecipado o Diário do Poder, nesta quarta-feira (15).

“O ministro autorizou minha prisão dizendo que eu estava na Praça dos Três Poderes, quando, na verdade, eu estava na Paraíba. Um absurdo jamais visto na história da República”, afirmou o deputado em coletiva de imprensa no Senado.

Ao mencionar o apoio do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), Cabo Gilberto afirmou que ambos se consideram vítimas de perseguição por parte da Polícia Federal, a qual, segundo ele, estaria dividida entre uma atuação institucional e outra de caráter político.

Críticas à Polícia Federal

Na coletiva, o parlamentar disse haver “duas Polícias Federais” no país: a “Polícia Federal do Estado”, que ele considera legal, e uma “Polícia Federal Política”, que, segundo ele, atua com viés ideológico e promove ilegalidades contra opositores do governo.

Cabo Gilberto também acusou supostas ilegalidades da PF, após investigações abertas contra ele e Van Hattem. Segundo o deputado, a ação da PF foi uma retaliação por denúncias feitas na tribuna da Câmara.

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