Lula conta com Motta para fazer os Bolsonaro desaparecerem da cena política

 

Lula (PT) - Foto de assessoria.

Lula (PT) se reuniu fora da agenda com o presidente da Câmara, Hugo Motta, na terça (12), na pauta: Eduardo Bolsonaro (PL-SP), exilado nos Estados Unidos. O petista quer se livrar do rival e também do filho. O governo precisa culpar alguém pelo próprio fracasso, na crise com os EUA, e o escolhido foi o deputado, a quem Lula atribui o enorme prestígio de influenciar decisões do governo Trump. Assim, Eduardo virou o responsável pelas sanções a Alexandre de Moraes, a reunião cancelada de Haddad ou a proibição de Alexandre Padilha ir à Disney.

Procurando culpado

Lula sabe que sua recusa negociar o tarifaço provocará graves danos ao Brasil, por isso tenta transferir responsabilidades.

É só representar

O afável Motta prometeu que encaminharia ao corregedor eventual denúncia contra Eduardo, o que foi imediatamente providenciada.

Custo será elevado

O presidente da Câmara advertiu que eventual processo contra o deputado tem chances limitadas e pode paralisar as votações.

Pagando para aderir

O PT vê em Hugo Motta desespero por ser “aceito” no Planalto e cobra um preço elevado, “provas de lealdade” como cassar Eduardo.

Diego Coronel (PSD-BA)

Petistas desconfiam de corregedor da Câmara

Petistas que vivem em busca de inimigos imaginários para justificar o derretimento da popularidade de Lula, agora, desconfiam de Diego Coronel (PSD-BA), o corregedor da Câmara dos Deputados. O PT esperava fechar a semana já bem encaminhado o relatório contra os deputados que obstruíram a Mesa Diretora da Câmara, batendo à porta do Conselho de Ética. Acontece que Coronel sinalizou que pode usar o prazo que dispõe de até 45 dias. Foi aí que a coisa azedou.

Caso de família

O sobrenome já entrega: o corregedor é filho do senador Ângelo Coronel (PSD-BA), que precisa renovar o mandato em 2026.

Hora de negociar

O PT-BA cria dificuldades para uma aliança eleitoral com o PSD, em 2026, lançando chapa puro-sangue, escanteando o pai do corregedor.

Escanteio

Nos planos do PT, a chapa vai ser com o senador Jaques Wagner, em fim de mandato, e o ministro Rui Costa (Casa Civil). Ângelo está fora.

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