A falta de talento e até de coragem de Hugo Motta (Rep-PB), durante a obstrução de opositores ao governo, comprovou a falta que faz a liderança de Arthur Lira (PP-AL) no comando da Câmara. Foi ele quem recebeu líderes no próprio gabinete e pavimentou a desobstrução, permitindo a abertura dos trabalhos. Lira demonstrou, no mano a mano, que conserva o prestígio de sempre entre os deputados de todos os lados. Motta não foi capaz de perceber que o protesto era contra ele.
Protesto claro
A prisão de Bolsonaro revoltou os parlamentares, mas o protesto era contra a omissão medrosa dos presidentes da Câmara e do Senado.
Deu trabalho
Mesmo com o esforço de Lira, a situação ainda se perdurou mais algumas horas. Não foi imediatamente resolvida por resistência do PL.
Resposta ao STF
Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL, bateu o pé por solução que envolvesse também o Senado e uma resposta a Moraes.
Reserva de Lira
Lira tenta não se envolver e nessas ocasiões escala Dr. Luizinho (PP-RJ), deputado de sua confiança e quase nomeado ministro da Saúde.

Nomeações viram pressão contra Alcolumbre
Caçador profissional de cargos no governo federal, quase como um pedágio para garantir alguma paz para Lula (PT) no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), corre o risco de ver adiado o sonho de emplacar mais aliados na presidência de agências reguladoras. Caçador profissional de cargos, o senador sonha dia e noite com o controle das agências nacionais de Energia Elétrica (Aneel), Petróleo (ANP), e até mesmo a de Mineração (ANM).
Tem que validar
Para infortúnio do presidente do Senado, todas as nomeações de comando das agências passam pela Comissão de Infraestrutura.
PL no comando
Quem preside o colegiado, portanto quem dita o que vai ou não ser pautado, é o senador Marcos Rogério (RO), do PL de Jair Bolsonaro.
Só interino
O interesse de Alcolumbre nas agências já desgastou a relação com o Planalto. Sem avançar em acordo, agências têm presidência interina.

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