Operação da PF é só primeiro ato para prender Bolsonaro


Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução Facebook
Ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução Facebook)
As acusações contra Bolsonaro et caterva são tão graves que, julgados pelo acusador e vítima Alexandre de Moraes e demais ministros do Supremo Tribunal Federal, quase todos com sangue nos olhos, nada os livrará de uma longa condenação à prisão. A operação policial deflagrada ontem é só o primeiro passo no roteiro de final previsto: a prisão de Jair Bolsonaro. A preocupação nos setores mais responsáveis de Congresso e da Justiça é se esse desfecho terá a capacidade de incendiar o País.

Nada como o voto

São graves os indícios de que Bolsonaro e entorno cogitaram “golpe”. Logo ele, que conhece o “caminho das pedras” para o poder: o voto.

Culpa definida

Longe da corrupção que levou Lula à cadeia, Bolsonaro não escapará da prisão. No Brasil de hoje, “golpe” é a única acusação imperdoável.

Bola de cristal

Janja e outros petistas afirmaram com convicção em várias ocasiões que Bolsonaro seria preso. Devem ter bola de cristal poderosa.

No mínimo isso

“Quem é vítima não tem condição nem equilíbrio de julgar ou conduzir o inquérito de investigação”, lembrou o senador Rogério Marinho (PL-RN).

Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução Facebook
Senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). (Foto: Senado)

Mourão critica operação contra ‘homens de honra’

Coube no primeiro momento ao senador Hamilton Mourão (Rep-RS) durante a manhã, quando os mandados judiciais ainda eram cumpridos, fazer um discurso vigoroso para criticar a operação da PF e defender alvos que definiu como “homens de honra” das Forças Armadas, inclusive da ativa. Ele chegou a dizer que nem mesmo o tirano Adolf Hitler ousou tanto ao perseguir militares durante sua ascensão ao poder na Alemanha, e acusou o STF de “arbítrios” e de “devassa persecutória”.

Escanteado

Até por disciplina militar, Mourão nunca reclamou de ter sido alijado do poder, já no primeiro ano do governo, por divergir de filhos de Bolsonaro.

Reação militar

Mourão exortou os chefes militares a reagirem ao autoritarismo vigente no STF e também criticou as investidas para destruir a oposição.

China logo ali

“Não vivemos na União Soviética ou na China Comunista”, advertiu Mourão, “mas estamos caminhando para isso”.

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