Lula ‘amarela’ e sinaliza que não se opõe a derrubada de veto


Presidente da Câmara, Arthur Lira, e o presidente Lula. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, Arthur Lira, e o presidente Lula. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O encontro dos presidentes da República e da Câmara, nesta sexta (9), teve um significado: Lula (PT) “amarelou”, após o duro discurso de Arthur Lira (PP-AL) na reabertura do Legislativo, advertindo-o para “não subestimar” sua autoridade. O petista captou a mensagem e sinalizou na conversa com Lira, segundo fontes do governo, que não irá se opor à derrubada do próprio veto de R$5,4 bilhões das emendas parlamentares de comissões, equivalentes a 10% do total de mais de R$53 bilhões.

João-sem-braço

O sinal para o encontro foi do próprio Lula, durante entrevista em Minas quando afirmou que “se houve um acordo, temos de cumprir”.

Se colar, colou

A afirmação malandra arrancou risadas Lira, sabedor de que foi de Lula a decisão do veto parcial, para “lacrar” contra as emendas. Mas não colou.

Padilha na chuva

O acordo foi fechado em nome de Lula pelo ministro Alexandre Padilha, que, desautorizado pelo veto, ficou mal perante Lira e os parlamentares.

Entregando os pontos

Lula vetou ainda o calendário obrigatório de liberação das emendas, a maior parte até o julho, mas também já não se importa com a derrubada.

Presidente da Câmara, Arthur Lira, e o presidente Lula. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Michelle e Jair Bolsonaro. Foto: Instagram

Estreante Michelle aparece com 23% para presidente

Michelle Bolsonaro teria 23% dos votos para presidente, se a eleição fosse hoje, segundo levantamento do Paraná Pesquisa que aponta o atual presidente Lula (PT) à frente, com 37,6%, como o favorito para 2026. A ex-primeira-dama só perde para o ex-presidente Bolsonaro, que empata tecnicamente contra Lula. Num segundo turno contra Lula, Michelle teria 38,7% e o petista seria reeleito com 45,4% no cenário que também apresenta 11,5% de votos brancos e nulos e 4,3% de incertos.

Tarcísio

Tido como o principal herdeiro do bolsonarismo, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Rep) registraria 17,4% ante 37,4% de Lula.

Zema

Outro presidenciável, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oscila entre 3,9% e 6,5% dos votos, nos cenários contra Lula.

Outros

O paranaense Ratinho Jr (PSD) ficaria entre 3,9% e 6,5% e o governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União), de 1% a 2%.

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