Com Gleisi vetada, PT aposta em delegada para Ministério da Justiça


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Depois que Lula (PT) e a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) decidiram deixar para o fim de 2024 a decisão de fazer a presidente do PT ministra, o Partido dos Trabalhadores agora aposta no nome de Adriana Accorsi (PT-GO) para o Ministério da Justiça.

A indicação da deputada goiana seria válida apenas se o Ministério da Justiça e Segurança Pública fosse dividido em dois. Embora Lula esteja inclinado a indicar Ricardo Lewandowski para a vaga, há uma hesitação quanto à possibilidade de a escolha parecer uma demonstração de “gratidão” do petista em relação ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.

Accorsi surge como uma opção caseira, que contaria com o apoio interno do PT, buscando uma maior presença na Esplanada dos Ministérios. A aceitação de seu nome também seria favorecida pelo fato de ser uma mulher.

Como delegada da Polícia Civil de Goiás, Accorsi atende a todos os pré-requisitos para assumir o cargo de ministra, conforme destacado por uma liderança do PT.

E o PSB?

Já o PSB, “dono da vaga”, quer Ricardo Cappelli ou Augusto de Arruda Botelho na pasta. Ambos já se movem nos bastidores para conseguir apoio de outras partes do governo para se tornarem ministros.

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O PSB não tem preferência clara. Os dois são filiados ao partido, mas são filiações recentes. Cappelli tem histórico no PCdoB e foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE); já Arruda Botelho foi advogado da Odebrecht na época da Lava Jato, participou do grupo Prerrogativas e filiou-se à sigla para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022.

Atualmente, Cappelli é secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, considerado o número 2 da pasta. Arruda Botelho é o secretário nacional de Justiça

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