Lula desautorizou meta fiscal de Haddad por ciúmes


Após atacar a meta fiscal, Lula convocou reunião para “discutir reforma tributária”, sinalizando de novo que ele define a reforma e não Haddad. (Foto: Flickr/Planalto

Lula convidou jornalistas amigos para inesperado café da manhã, dias atrás, para se certificar da repercussão do ataque que faria ao “déficit zero” do ministro Fernando Haddad (Fazenda). Não foi convicção ou por falta dela: velhos petistas que conhecem a alma de Lula dizem que queria mesmo desautorizar e sobretudo “cortar asas” de Haddad, cujo protagonismo o deixa enciumado. “Lula conseguiu o que queria”, disse um petista histórico de São Paulo, “mostrar que é ele quem manda”.

Minha reforma

Após atacar a meta fiscal, Lula convocou reunião para “discutir reforma tributária”, sinalizando de novo que ele define a reforma e não Haddad.

A bola da vez

Nos 43 anos de existência do PT, Lula sufocou todas as lideranças que poderiam rivalizar sua liderança. A bola da vez foi Fernando Haddad.

Engolindo sapo cru

Apesar da humilhação, em vez de pedir o boné, Haddad optou por hostilizar jornalistas com perguntas incômodas, de olho na sucessão.

Nem precisava

No PT, a certeza é que Lula foi instigado contra Haddad pelo chefe da Casa Civil, Rui Costa, também pré-candidato. Mas nem precisava.

Governador do Piauí Rafael Fonteles já é tratado como turista por viagens pelo mundo bancadas pelos piauienses. Fotos: Reprodução Tiktok

Governador turista custa muito caro ao Piauí

O roteiro internacional do governador Rafael Fonteles (PT) não cabe no bolso da maioria da população do Piauí, com 44,7% em condição de pobreza (IBGE). Foram 13 viagens em sete meses para países como Suécia, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e até Vaticano, sempre em hospedagens de luxo (ou não seria petista). Passagem de primeira classe para Tóquio, onde Fonteles passeou, custa entre R$99,2 mil e R$110,1 mil. Dobrados, feito tapioca: ele viaja com a primeira-dama.

Bons vinhos

Um dos destinos mais baratos seria seu pulinho em Veneza (Itália): o custo de cada bilhete varia de R$16,7 a R$69,1 mil. First class, claro.

Pegar ou largar

Para Pequim (China), não tem negociação. A primeira classe é vendida por R$89,8 mil. Espanha e Alemanha têm preços similares, R$69 mil.

Vida de sheik

Para seguir os passos do governador no Catar, os bilhetes partem de R$70,2 mil e chegam aos astronômicos R$103,6 mil.

Diário do Poder 

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