Cultura: A DOR...QUANDO, O CAIXÃO, DO MEU AMOR, FECHOU



Edimar Pireneus - Sociólogo, escritor, pai, filho,avô, amigo e ex -deputado distrital

  Após,  ela me pedir, que eu fossem, embora, entrou para dentro da casa, deixando-me,  sem  nenhuma reação. 

Fiquei ali parado, sem ação, por vários minutos, quando de repente, me veio um impulso, adentrei no alpendre e bati na porta.

Ela abriu, a porta, com os olhos vermelhos, indignada, perguntou -- ainda aqui ? Você deveria ter ido embora, não  me obrigado eu te dizer o que a minha razão, estar me implorando para eu te dizer.  Mas o que sinto, por você, é mais do que amor, e por esse motivo, estou engolindo essas frases, e dar-me um tempo, para não sentir arrependida, daqui uns tempos. E por isso, quero que vaia embora, por favor, é um mês, tempo para eu ter certezas, o que sinto nesse momento, e tempo para você,  saber, a quem você quer de verdade, -- Não dizendo mais nada fechou a porta. Sentei por minutos, num banco, que tinha do lado de fora, da casa, totalmente destruído, com aquelas palavras, tão firme, e profundas. Levantei e em passadas curtas, fui a pé,  para a minha casa, que era distantes.

Caminhando, com os pensamentos, ligado na frase, que ela tinha repetinda , em vários momentos,  " o que eu sinto por você, é  mais, que amor", quando um amigo, do movimento estudantil, pegando no meu braço, e foi, falando, --- cara preciso falar com você, vamos sentar, naquele bar, será breve, quero falar o que ocorreu com o nosso amigo, do movimento estudantil, o Zé Carlos, foi preso, já faz meses, estão achando, que deram sumisso, com ele, você lembra dele, não lembra? -- respondi sim, como posso esquecer, um grande amigo, que era dependente das drogas, depois de conhecer e participar dos movimentos estudantis, deixou das drogas, e destacou entre nós, tornando um,  grande líder, conhecedor da história, política do nosso país;  eu estava tão angustiado com a minha situação do momento, que pedi desculpas, e segui para minha casa.

Cheguei no meu quarto, liguei minha radiola, colocando a agulha, numa faixa, que saia a voz do Chico, " apesar de você,  amanhã será um novo dia". Aquela música que tanto gostava, não combinava com o meu momento. Desliguei, e passei a relembrar das falas da minha musa,o amor, era uns dos meus questionamentos.  O quê era amor? De verdade, lembrei de uma frase de um livro, que dizia,  " amor não existe, ninguém já viu o amor, atraz, do poste, é um pensamento, que desfaz, com um novo pensamento.  Lembrei também de um outro livro, que dizia, o autor, 

um psicólogo,  " se você ama uma pessoa, é  porque, essa pessoa te satisfaz, logo você ama você mesmo", e ela afirmava, a minha musa, o que sinto por você é mais que amor. Essa frase, eu,  não era capaz de compreender seu, alcance, dentro do  meu ser, sentimental.

Acordei, e fui para o meu trabalho,  encontrando no ponto de ônibus, o sorriso de marfim,  com seu jeito, falando sem parar, querendo saber o que tinha feito durante o fim da semana. Ouvindo, sem dizer quase nada, até chegar na nossa parada.  Saindo, do ônibus, ela disse --- poço te esperar, depois da aula, ---' respondi, --- hoje não,  mas essa semana, vou lá, para te ver. Fui na quinta feira, e ali fizemos, amor como dois '" animais ". Aqueles encontros, tinha perdido, todas as emoções, que havia, dado nos primeiros, dias de loucuras, e de  sedução, de  tesao, que ocorria, das primeiras vezes. 

Ela, sentindo, essa perca de emoções, me procurou  na sexta feira, e disse,--- no sábado venho te buscar, com minhas amigas, vamos para uma festa numa chácara, lá vou te matar de tanto amor.

No sábado,  as 9 hs, ela passa e me leva para, a festa de amigos e amigas, me apresentou a todos, puxando a minha mão, levou-me, até um comodo, pequeno,  que tinha uma cama, dizendo-- esse é o nosso ninho -- voltamos para a festinha, ouvindo música MPB,  e tomando vinho. Num dado momento, ela pediu, licença,  e deixou-me com as amigas e amigos, até que, chegou uma jovem e disse ---ela tá te esperando lá no seus ninho, sorrindo. --- respondi-- já estou indo.

Abri, a porta do ninho, ali estava, a sorriso de marfim,  deitada, com os cabelos, arrumados, sobre o travesseiro, destacando, seu lindo rosto,na sua boca, um batom vermelho, combinando, com seu sutiã, e com sua calcinha, e um lençol tampando os seus pés. 

Por um tempo, tirando a minha camisa, fiquei contemplando, aquela linda sereia, que não me seduzia, com seus cantos, mas com as vibrações do seu corpo, suplicando amor.

Tirei, o lençol dos seus pés, o que ela não gostou, mas segurando as suas pernas, com firmeza, olhei bem de perto, aqueles pés,  de fato, não tinha belezas, ela tentou resistir, mas beijei com carinhos, mordendo o dedão, ela deu um sorriso e deixou que eu continuassem. 

Segui, beijando, todas as suas pernas, senti o calor do seu sexo, parei meus beijos no seu umbigo,  e lá naveguei no seu poço raso, com a ponta da minha língua,  subindo sentindo, as suas peles, nos meus lábios,  parei para tirar seu sutiã,  e ajudando ela tirar, a calcinha, num ritmo lento, contemplei os seus seios, com uma mão, passei acariciar, enquanto meus lábios, prendia a mamila, do outro seio, ela em gemidos e murmuros, puxou meus cabelos levando, minha boca, para sua boca, em beijos loucos, muito loucos.  Ali passamos a noite fazendo amor, até nossos corpos, ficarem sem ação.  Ao acordar, sentei na cama, meus pensamentos, distantes , lembrando da minha musa. Passei a questionar aqueles momentos que tinha saboreados,  mas depois de tanto sexos, com carinhos, desejos, de uma  noite maravilhosa, eu sentia um vazio, não sentia a vontade de ficar, ali, saboreando e vivendo os momentos de prazer. E eu ali, pensando na minha musa. Sem dizer que estava indo embora, saí, pedindo a amiga dela, para me levar até,  ao meu comércio. 

Cheguei, já com a decisão de ir, naquela próximo sabado, procurar a minha musa. 

          Até,  a parte V

                     Edimar Pireneus  11/08/2023

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