Celina explica por que eleitores de Lula também votaram nela no DF

Governadora eleita atribui votos de cerca de 85 mil eleitores à aprovação de sua gestão, apesar da divergência política com o petista

Celina Leão, governadora do Distrito Federal. (Foto: Diário do Poder).

A governadora eleita do Distrito Federal, Celina Leão (PP), atribuiu ao desempenho de sua gestão os votos recebidos de eleitores que também escolheram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República. Apesar de estarem em campos políticos opostos, cerca de 85 mil eleitores do DF votaram nos dois políticos.

Ao jornalista e colunista Cláudio Humberto, da Band e do Diário do Poder, Celina afirmou que os resultados de seu governo nos cinco meses à frente do Executivo distrital foram determinantes para conquistar o apoio de eleitores que não necessariamente compartilham de suas posições políticas.

“Eu sou uma governadora de direita, todo mundo sabe disso. Então se a pessoa votou no Lula e votou em mim é porque ela considera o meu trabalho importante pra cidade”, declarou em entrevista à Rádio Bandeirantes Brasília.

Celina destacou que sua campanha eleitoral deu ênfase às entregas realizadas durante o período em que esteve à frente do governo. Segundo ela, a prioridade foi atender regiões carentes que, em sua avaliação, não recebiam a devida atenção do poder público.

“Eu peguei a cidade com muitas dificuldades, você sabe disso. Mas a capacidade de trabalho, de gestão, eu acho que é o que me trouxe esses votos”, afirmou.

A governadora eleita citou investimentos em infraestrutura básica, especialmente na ampliação do acesso à iluminação pública e à água potável. De acordo com ela, as ações alcançaram quase 200 mil pessoas em áreas vulneráveis do Distrito Federal.

A chefe do Executivo distrital também destacou o programa Expresso da Saúde, voltado à realização de procedimentos médicos, e afirmou que pretende dar continuidade à iniciativa durante o próximo mandato.

Para Celina, o resultado das urnas demonstra que parte do eleitorado separou a escolha para a Presidência da avaliação da administração local. Ela avalia que o reconhecimento do trabalho realizado pode superar divergências ideológicas na hora do voto.

“A percepção que me dá é que a pessoa vai votar em mim por conta do meu trabalho, entendeu? Pode não gostar do meu candidato a presidente da República, mas por respeito ao trabalho que eu fiz, né, ou que eu represento aqui, vai votar”, concluiu.

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