Os funcionários permanecerão afastados até a conclusão das investigações sobre descontos não autorizados de aposentados e pensionistas
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O Banco de Brasília (BRB) afastou três servidores de suas funções após a deflagração da Operação Parasita, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta terça-feira (23/6). A ação investiga um suposto esquema de descontos não autorizado em contas de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Os funcionários foram ouvidos nesta manhã na Delegacia de Polícia Especializada pelos policiais Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), para prestar esclarecimento sobre o caso, após o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela PCDF.
Em nota, o banco informou que o afastamento é uma medida administrativa e permanecerá em vigor até a conclusão das investigações e a apuração de eventual responsabilidade dos funcionários.
Segundo o BRB, a investigação teve início após notícia de crime encaminhada pelo próprio banco às autoridades policiais após identificar irregularidades em movimentações financeiras e indícios de descumprimentos de normas internas de compliance.
A instituição ainda ressaltou que os fatos investigados não têm relação com a atual administração do banco e afirmou que eventuais irregularidades serão tratadas com o rigor previsto nos procedimentos internos.
“Quaisquer fatos irregulares identificados serão punidos com os rigores cabíveis, dentro dos procedimentos normativamente estabelecidos”, destacou a instituição financeira.
Operação Parasitas
A Operação Parasita apura a atuação de associações suspeitas de realizar débitos automáticos sem autorização dos beneficiários.
De acordo com a Polícia Civil, mais de 3,5 mil contas podem ter sido afetadas, com prejuízo inicial estimado em mais de R$ 5 milhões.
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais.

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