O partido Agir, que iniciou o ciclo de montagem da nominata para a Câmara Legislativa com um fôlego impressionante e atraindo nomes de peso, agora enfrenta um cenário de incertezas que ameaça o seu desempenho nas urnas. O que parecia ser uma construção sólida e promissora começou a demonstrar sinais de fragilidade à medida que o prazo das convenções se aproxima. A euforia inicial deu lugar a uma preocupação crescente nos bastidores, com a legenda correndo o risco de chegar ao final do processo "caindo pelas tabelas" e com uma chapa muito menos competitiva do que o planejado originalmente.
O esvaziamento da sigla é reflexo direto de uma movimentação intensa no xadrez político local. Diversos pré-candidatos, que antes eram apostas certas do Agir, acabaram cedendo a convites irrecusáveis de lideranças influentes e legendas com maiores estruturas partidárias. Essas deserções em massa, motivadas por promessas de maior apoio e melhores condições de eleição, deixaram lacunas difíceis de preencher. Agora, o partido luta para reorganizar suas fileiras e evitar que o projeto de eleger uma bancada relevante se transforme em apenas uma participação simbólica no pleito distrital.
Resta saber sem terá tempo...

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