A reação do governador Ibaneis Rocha ao silêncio repentino de seu telefone na próxima terça-feira tende a ser um choque de realidade sobre a brevidade do poder. Acostumado ao fluxo incessante de demandas e à lisonja de aliados, o governador sentirá o peso do isolamento quando as mensagens de WhatsApp pararem de chegar e as ligações não forem mais retornadas com a mesma agilidade. Para quem detém a caneta e o comando do Distrito Federal, o vácuo deixado pela ausência dos "amigos de ocasião" será o primeiro grande teste psicológico de sua nova condição política.
No entanto, Ibaneis não pretende se entregar à melancolia do esquecimento. Ciente de que a política é feita de ciclos, ele já articula uma estratégia de sobrevivência que passa pelo contato direto com as bases populares. Se os corredores do Palácio não ecoam mais seu nome, o plano é fazer com que as ruas das cidades satélites o recebam até outubro. Ao buscar essa proximidade física com o eleitorado, ele tenta transformar o isolamento institucional em capital político, mantendo acesa a chama de sua candidatura ao Senado em 2026.
REDAÇÃO

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