IBANEIS TERÁ QUE ALCANÇAR O ELEITORADO DE ARRUDA SE DESEJA SONHAR COM SENADO


 POR DAMIÃO MIGUEL

Com a renúncia oficializada para buscar uma vaga no Senado, o agora ex-governador Ibaneis Rocha mergulha em um cenário eleitoral fragmentado e matematicamente desafiador. Embora sua caderneta de anotações registre uma soma expressiva de votos, os cálculos internos indicam que o montante atual não é suficiente para garantir a cadeira. Em uma Brasília dividida entre a esquerda, os conservadores e a direita tradicional, sem desprezar o peso do eleitor de centro, Ibaneis sabe que o teto de seu crescimento depende de alianças estratégicas que vão além da sua base atual. 

A grande missão da pré-candidatura será conquistar a simpatia do eleitorado do ex-governador José Roberto Arruda, que chegou a pontuar 30% nos últimos levantamentos. Na visão de Ibaneis, o voto conservador tende a se concentrar em nomes como Michelle Bolsonaro, Sebastião Coelho e Bia Kicis, enquanto a esquerda deve marchar com Erika Kokay e Leila Barros. Diante desse afunilamento, o capital político de Arruda — que transita entre o centro e a direita tradicional — torna-se o fiel da balança. Sem essa migração de apoio, o projeto de Ibaneis estará fadado ao fracasso nas urnas de outubro.

Essa movimentação em direção aos "arrudistas" é o lance final de um jogo de alto risco que definirá sua sobrevivência politica. Se conseguir absorver essa massa de eleitores, Ibaneis consolida sua viabilidade e equilibra a disputa contra as chapas ideológicas; caso contrário, a tentativa de chegar ao Senado poderá representar seu sepultamento político. Daqui a seis meses, o resultado mostrará se sua capacidade de articulação foi capaz de traduzir a complexa matemática do DF em votos reais.


Postar um comentário

0 Comentários