A medida faz parte do plano de fortalecimento de capital e gestão prudencial, após prejuízos nos negócios com o Banco Master
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O Banco de Brasília (BRB) propôs aos acionistas aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões por meio da emissão de ações. O valor máximo consta na proposta da administração da instituição financeira para a assembleia geral extraordinária, convocada para o dia 18 de março.
A medida faz parte do plano de fortalecimento de capital e gestão prudencial, após prejuízos nos negócios com o Banco Master.
Na proposta da assembleia, o BRB justifica que o aumento de capital “tem por finalidade fortalecer a base de capital do BRB, considerando a recente alteração de seu perímetro prudencial e o correspondente incremento dos ativos ponderados pelo risco (RWA)”.
A emissão de ações totalizará um valor, no mínimo, equivalente à subscrição mínima de R$ 529 milhões e, no máximo, de R$ 8,8 bilhões.
Se o aumento for efetivado, o capital social do BRB passará de R$ 2,3 bilhões para R$ 11,2 bilhões. O objetivo é manter os indicadores, inclusive o Índice de Basileia, em patamares prudenciais, além de “assegurar adequada capacidade de absorção de perdas esperadas e inesperadas”, e “reforçar a solidez patrimonial e a confiança de depositantes, investidores e contrapartes”.
“O Aumento de Capital será realizado por meio de subscrição privada de ações, respeitando-se o direito de preferência para subscrição das ações objeto do Aumento de Capital, nos termos do artigo 171 da Lei das Sociedades por Ações (‘Direito de Preferência’) pelos acionistas do BRB ou seus respectivos cessionários, motivo pelo qual sofrerão diluição de sua participação acionária no capital social total do BRB apenas os acionistas que deixarem de exercer seu respectivo Direito de Preferência de forma integral”, afirmou o banco.
Será emitido até 1,6 bilhão de ações ordinárias, ao preço de R$ 5,29 cada.
Projeto de lei
Na terça-feira (24/2), o Governo do Distrito Federal (GDF) enviou à Câmara Legislativa um projeto de lei que permite ao Poder Executivo, como acionista controlador, adotar medidas para o restabelecimento e fortalecimento das condições econômico-financeiras do BRB.
Uma das ações previstas é empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e transferência de imóveis para venda ou garantia.






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