Banco Central cobrou explicações sobre a origem das carteiras de crédito originadas na Tirreno que são suspeitas de fraude
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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse, em depoimento à Polícia Federal, que continuou a fazer negócios com o Banco de Brasília (BRB) mesmo após a identificação de que faltavam documentos referentes às cessões das carteiras de crédito da Tirreno.
Os ativos, estimados em R$ 12,2 bilhões e objeto da investigação por suspeita de fraude, foram originados na Tirreno e repassados ao BRB pelo Master.
Vorcaro, outros executivos do Master, do BRB e pessoas ligadas à Tirreno foram alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. No mês seguinte, o banqueiro deu depoimento à PF.
Na ocasião, Vorcaro contou que, após o Banco Central cobrar explicações sobre a origem das carteiras de crédito, “entendeu com o BRB” que realmente faltavam documentos sobre os ativos, apontados na investigação como falsos. Segundo o banqueiro, as partes entraram em contato com a Tirreno e assinam contrato para desfazer o negócio com a empresa.
Questionado pela PF se, após a “descoberta”, ele conseguiu fazer novos negócios com a BRB, Vorcaro confirma: “A gente continua no rumo normal dos negócios, [com a] cessão de outros tipos de ativos, e encerramos essa questão com a Tirreno ali”.
Vorcaro declarou que, no caso da compra das carteiras da Tirreno, a parte “macro”, de definição de taxa e outras questões, tinha participação dele e do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. “O operacional” era feito pela equipe.
O banqueiro disse que as cessões eram feitas quando ainda careciam da documentação completa, mas a responsabilidade por “qualquer vício formal” era do Master.






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