por Damião Miguel
A disputa pelas oito cadeiras do Distrito Federal na Câmara dos Deputados em 2026 desenha-se como uma verdadeira briga de gigantes, marcada por um cenário de extrema pulverização e pouco favoritismo consolidado para os atuais parlamentares.
Até este início de 2026, o cenário é dominado apenas pelos chamados "tubarões" — figuras conhecidas e que já possuem bases em algumas cidades satélites. Mas isso, não é o bastante para garantir a eleição deles na eleição.
A "Calda" Tímida das Nominatas
Enquanto os grandes nomes já se movimentam, a chamada "cauda da nominata" — os candidatos que compõem o restante da lista partidária com votações consideradas fundamentais para a conquista das cadeiras no parlamento — permanece tímida. Essa lacuna é estratégica e preocupante para as legendas, tendo em vista que sem uma "cauda" robusta, os partidos dificilmente atingem o quociente eleitoral necessário para garantir a vaga dos próprios "tubarões".
Com a manutenção das oito vagas para o DF pelo STF, a engenharia política para 2026 exigirá que os tubarões não apenas brilhem individualmente, mas consigam estruturar nominatas completas para evitar surpresas diante da falta de favoritismo absoluto que impera neste momento.

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