Por Damião Miguel
O cenário político em Planaltina para as eleições de 2026 desenha um duelo de gigantes que pode resultar em um prejuízo mútuo para as principais lideranças locais. De um lado, está o atual deputado distrital Pepa (Pedro Paulo); do outro, o atual Secretário de Cultura, Cláudio Abrantes, que já anunciou sua pré-candidatura para retornar à Câmara Legislativa do DF (CLDF).
Embora já tenham ocorrido tentativas de diálogo e almoços para "fortalecer a Região Norte", o tom de pré-campanha indica que a convivência pacífica é frágil. Se não houver uma estratégia de expansão de bases para outras Regiões Administrativas, o excesso de candidatos fortes na região pode deixar Planaltina sem nenhum dos dois representantes na próxima legislatura.
O Risco do "Abraço de Afogados"
Analistas políticos apontam que a fragmentação do eleitorado de Planaltina entre essas duas forças pode levar ambos a "morrerem abraçados" eleitoralmente. Os principais pontos desse desafio incluem:
Divisão de Bases:
Ambos possuem Planaltina como seu principal berço político e reduto de votos. A disputa direta por cada metro quadrado da cidade pode pulverizar os votos necessários para garantir uma cadeira na CLDF, dificultando a eleição de um representante legítimo da região
Ataques e Desgaste:
A rivalidade entre os grupos tem sido descrita como uma "guerra sem sentido", onde o foco na disputa de espaço político pode afastar o eleitor que busca resultados concretos para a cidade.
Cenário de 2026:
Em dezembro de 2025, Abrantes reafirmou sua força ao anunciar sua pré-candidatura em eventos de grande porte. Pepa, por sua vez, detém a máquina do mandato atual e busca a reeleição.
Redação
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