Em ao menos dois gabinetes do Supremo Tribunal Federal (STF) as apostas são de que o ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master na Corte, só vai tomar uma decisão sobre descer ou não o processo para a primeira instância após o Carnaval. Nos corredores do STF, contam que o ministro até admite tirar o caso do Supremo, mas não corre o risco de eventual declaração de suspeição. E, quando o processo voltar ao STF, pelo trâmite natural, Toffoli deve reassumir a relatoria.
Mise-en-scène
Nota do presidente do STF, Edson Fachin, em “defesa” da “democracia” e do ministro, foi vista como preparativo para se livrar do caso.
Passo a passo
Parte da construção da “descida” de instância está nos depoimentos à Polícia Federal de enrolados no caso, nesta segunda (26) e terça (27).
Na pressão
Caso haja resistência, as decisões de Toffoli devem ser levadas ao Plenário da Corte, sob risco de derrota e enfraquecimento público.
Arestas
Antes da decisão, Toffoli deve se reunir com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O ministro está em pé de guerra com a instituição.

Lula ataca ‘defensores’ do Master, que não existem
Lula (PT) é um contador de lorotas. Após pesquisas internas detectarem que para a maioria dos brasileiros o caso do Banco Master é mais um escândalo do seu governo, o petista atacou ontem os que defenderiam o banqueiro Daniel Vorcaro. O problema é que não há ninguém fazendo isso, exceto seus aliados no Senado, que tentam impedir CPI ou CPMI para o caso. Apenas formaram, com o Centrão, um “grupo de trabalho” para “acompanhar”. Outro problema de Lula é o envolvimento de figurões do PT da Bahia no ingresso do Master nos empréstimos consignados.
CredPT na veia
Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, conseguiu que o Master assumisse o CredCesta, consignado do governo de Rui Costa (PT) na Bahia.
Petistas em ação
Tudo foi realizado em 2018 em articulação com o o atual ministro da Casa Civil de Lula e com o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Sem autorização
A CPMI quer investigar 338,6 mil consignados do Master no INSS, dos quais 252 mil (74,3%) não teriam autorização dos aposentados.

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