Master não comprova legalidade de 251,7 mil consignados no INSS

 Relator da CPMI suspeita que, no total, esquema lesou aposentados em mais de R$90 bilhões

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master | Foto: redes sociais.

O Banco Master não conseguiu apresentar documentos comprovando a legalidade de 251.718 empréstimos consignados em nome de beneficiários do INSS, de acordo com informe da Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão à presidência do INSS.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse recentemente ao Diário do Poder que, no total, mais de R$90 bilhões podem ter sido roubados dos aposentados em esquema semelhante aos descontos associativos realizados nos proventos, mês a mês, por associações e sindicatos picaretas.

De acordo com o levantamento da Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, esses 251,7 mil contratos de empréstimos consignados suspeitos de não terem sido autorizados correspondem a 74,3% do total de contratos que o Banco Master alega haver firmado entre outubro de 2021 e setembro de 2025. Foi exatamente as suspeitas envolvendo o banco de Daniel Vorcaro que fez a CPMI aprovar sua convocação para depor, logo após a retomada dos trabalhos legislativos, e a quebra dos seus sigilos bancário, fiscal, telemático etc.

Apesar da gravidade das suspeitas contra o Banco Master e seu controladoe, o ministro do STF Dias Toffoli proibiu o acesso da CPMI aos dados e documentos decorrentes dessa quebra de sigilo, deixando indignados senadores e deputados que compõe o colegiado. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a perguntar o que se pretende esconder com essa medida.

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