Grupo de direitos humanos afirma que jovem detido pode ser morto após julgamento acelerado nesta quarta-feira (14)

O governo do Irã está programado para executar um jovem manifestante nesta quarta-feira (14), conforme relatado por grupos de direitos humanos, marcando um dos episódios mais graves na repressão às manifestações antigovernamentais que têm se intensificado em todo o país.
Erfan Soltani, de 26 anos, foi detido na cidade de Karaj na última semana durante protestos públicos contra políticas internas do regime.
Segundo organizações como a Hengaw e a Iran Human Rights, sua sentença de morte foi confirmada pelas autoridades e a execução está prevista para ocorrer já nesta quarta-feira.
A acusação formal contra Soltani teria sido baseada em acusações de “moharebeh” (termo do direito penal iraniano traduzido como “guerra contra Deus”) que, na legislação do país, é punível com a pena capital.
A família do manifestante foi informada oficialmente sobre a sentença e foi autorizada apenas um encontro de poucos minutos antes da possível execução.
Fontes ligadas a grupos de monitoramento relatam que Soltani não teve acesso pleno à representação legal durante o processo que o condenou, e que o caso foi tratado com rapidez incomum por cortes locais.
O episódio se desenrola em meio a uma onda de protestos em várias cidades iranianas, que começaram no final de dezembro e, segundo relatórios independentes, já resultaram em centenas de mortes e milhares de prisões desde então.
Embora ainda não haja confirmação oficial da mídia estatal iraniana sobre a execução, as informações divulgadas por ONGs e veículos internacionais indicam que este pode ser o primeiro manifestante diretamente executado em conexão com as atuais manifestações antigovernamentais, um sinal claro do endurecimento da resposta do regime às mobilizações populares.
Cronologia do caso (em resumo):
8 de janeiro: Soltani é preso em Karaj durante protestos.
- 11–12 de janeiro: Organizações informam sobre condenação e sentença de morte.
- 14 de janeiro: Data indicada para execução, segundo relatórios de direitos humanos.
A situação no Irã segue sob forte observação internacional, com relatos de repercussão da crise política e social que envolve as ações de segurança do estado e a ampla mobilização de cidadãos nas ruas.

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