Hip hop agora é patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal

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Em mais um projeto aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), agora, o hip hop é oficialmente patrimônio cultural e imaterial do DF. A medida é determinada pela Lei nº 7.274, publicada no Diário Oficial do DF (DODF) de quinta-feira (6). Sendo assim, a Lei estabelece a criação da Semana Distrital do movimento.

A realização das atividades deve acontecer na segunda semana do mês de novembro, quando é celebrado o Dia Mundial do Hip-hop (12/11). O secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, se mostrou muito feliz com a decisão.

“Trata-se de reconhecimento essencial para esse movimento artístico. O hip hop encanta pela sua força urbana e discurso social. Todo caminho para tornar a arte e a cultura mais acessíveis e democráticas é uma estrada que vale ser trilhada”, diz o secretário.

O projeto de lei é de autoria do deputado distrital Max Maciel, que festeja a sanção validada pelo GDF. “Estamos muito orgulhosos de poder contribuir para a valorização dessa manifestação cultural e que salva tantas vidas na quebrada. Eu fui formado nessa escola e quero que ela seja reconhecida na nossa cidade”, disse o parlamentar.

O hip hop trata-se de uma cultura periférica dividida em quatro elementos, rap (música), grafite (arte), break (dança) e DJ. O movimento surgiu nos Estados Unidos, na década de 1970, fundado por americanos e jamaicanos, que migraram para os centro urbanos dos EUA em busca de novas oportunidades.

Quando chegou ao Brasil, a cidade de São Paulo foi o berço principal, mas logo o movimento se espalhou pelo país, tendo maior manifestação em algumas cidades específicas. O Distrito Federal é uma das unidades federativas onde o hip hop é mais presente. Ceilândia é uma região administrativa de referência.

Em agosto de 2023, o hip hop completa 50 anos de existência. No DF, por meio das subsecretarias de Economia Criativa e Difusão e Diversidade Cultural da Secec, a cultura tem sido valorizada por meio de políticas e ações de visibilidade do movimento, promovendo, rotineiramente, debates com o segmento.

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