ELEIÇÕES: MDB, REPUBLICANOS, UNIÃO PROGRESSISTA E PL - QUEM VAI MORRER NA PRAIA ?

 


POR DAMIÃO MIGUEL

A corrida para a Câmara Legislativa do Distrito Federal ganha contornos de extrema competitividade, deixando claro que a disputa distrital não será espaço para amadores. As grandes legendas partidárias começam a movimentar suas peças mais pesadas, transformando o cenário político local em um verdadeiro tabuleiro de gigantes. Partidos de peso como MDB, PL, Republicanos, PT e a federação União Progressista despontam com nominatas robustas, onde a abundância de candidatos competitivos promete elevar o quociente eleitoral e acirrar a briga por cada voto.

Dentro dessas superlegendas, a realidade é desafiadora: cada uma delas abriga pelo menos seis nomes considerados de densidade eleitoral expressiva para disputar, em média, apenas três vagas viáveis por bancada. No MDB, por exemplo, a concorrência interna desenha um cenário de total equilíbrio e imprevisibilidade. Os atuais deputados distritais Jaqueline Silva, Iolando, Hermeto e Wellington Luiz travam uma batalha interna voto a voto, enfrentando a concorrência direta de postulantes de peso como Cristiano Araújo e Marcela Passamani, o que torna o resultado final uma incógnita.

O cenário ganha tons ainda mais dramáticos e competitivos quando se observa o Republicanos e a federação União Progressista, que concentram um verdadeiro mar de tubarões da política brasiliense. No Republicanos, figuras de destaque como Martins Machado, Renata D'Aguiar, Delmasso, Cartaxo, Fernando Fernandes, Jane Klébia, Bispo Renato e Marcelinho Carioca medem forças em uma nominata pulverizada e de alto potencial. O grande drama desse agrupamento é matemático e cruel: de toda essa relação de nomes qualificados, somente três deverão efetivamente sentar na cadeira de distrital.

A disputa por uma cadeira no partido do PL promete ser acirrada, pois a corrida pelas vagas distritais dentro do PL não será fácil para os pré-candidatos. Com uma nominata que reúne nomes de expressão como Roriz Neto, Roosevelt Vilela, Thiago Manzoni, Eduardo Torres e João Cardoso, além de outras lideranças, a batalha pelo voto será intensa, com forte concorrência pelas vagas disponíveis. O desafio será decidido voto a voto em uma competição interna, o que torna prudente aguardar o desenrolar do processo eleitoral antes de apontar favoritos.

Na avaliação de analistas políticos, a disputa na federação União Progressista seguirá a mesma tônica de um embate entre gigantes. O grupo reúne nomes testados nas urnas como Eduardo Pedrosa, Roney Nemer, Pepa, Daniel de Castro e Cláudio Abrantes, configurando um quinteto de alta performance eleitoral onde apenas três garantirão o mandato pelos próximos quatro anos. A dura realidade desta eleição é que a abundância de favoritismo inevitavelmente resultará em decepções, empurrando candidatos tradicionais e outrora vitoriosos para o amargo descanso na cadeira da suplência.

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