Por Damião Miguel
O que era para ser o combustível de um ambicioso projeto político transformou-se em um verdadeiro "banho de água fria". Um influente líder político do Distrito Federal, em uma articulação direta com caciques de legendas aliadas, encomendou uma robusta pesquisa de intenção de voto, devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para mapear o termômetro das urnas na capital.
Os números, no entanto, não foram os esperados. O levantamento, que circulou em reuniões fechadas e sob forte tensão, desenhou um cenário desastroso para os planos do grupo. A frustração começa na base: a projeção para a Câmara Legislativa do DF (CLDF) mostra uma dificuldade imensa de renovação e manutenção de cadeiras estratégicas.
O pessimismo se estende à disputa majoritária. As duas vagas ao Senado, vistas anteriormente como trunfos de negociação, parecem distantes diante da rejeição e do crescimento de nomes adversários. Para completar o quadro dramático, a cadeira de comando do Palácio do Buriti — o grande objetivo do grupo — surge hoje como um desafio quase intransponível, com números que forçam o grupo a recalcular a rota imediatamente, sob o risco de verem seu projeto político naufragar antes mesmo da campanha oficial começar.
Depois dos números desastrosos a melhor alternativa foi abafar os números oficiais do levantamento. Mas o blogdogbu teve acesso.

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